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Centro biomédico do Algarve oferece apoio médico a ucranianos

O rosto por detrás desta iniciativa é Valeriya Chemeresiuk, uma ucraniana que mora em Portugal, frequenta o doutoramento na Universidade do Algarve e está encarregue de coordenar o processo com as autoridades nacionais e regionais.
28 Fevereiro 2022, 20h00

O centro de investigação e formação biomédica do Algarve – Algarve Biomedical Center (ABC) – criou uma estrutura de apoio para os ucranianos, quer os refugiados que venham para Portugal quer para a comunidade da Ucrânia que já se encontra em território nacional e está a ser afetada emocionalmente pela guerra no leste da Europa.

Em parceria com a Faculdade de Ciências Biomédicas e de Medicina, da Universidade do Algarve, o ABC está disponível para dar apoio clínico, avaliações médicas ou consultas de psicologia, de forma gratuita.

O rosto por detrás da iniciativa é Valeriya Chemeresiuk, uma ucraniana que mora em Portugal, é estudante de doutoramento no Algarve e está encarregue de coordenar o processo com as autoridades nacionais e regionais.

Nesse âmbito, foi criado um email (valeriya.chemeresiuk@abcmedicalg.pt), que já está em funcionamento, através do qual os cidadãos ucranianos podem pedir apoio em matéria de cuidados médicos, apoio psicossocial e medicamentos à equipa do ABC.

“O ABC também já se disponibilizou a trabalhar em articulação com as várias entidades regionais e com a Câmara Municipal de Loulé, tendo desde logo surgido a manifestação de interesse da autarquia no apoio à comunidade ucraniana”, adianta o centro, em comunicado divulgado esta segunda-feira.

A região sul de Portugal é uma das que se mobilizou para prestar auxílio à comunidade ucraniana, por exemplo através da Associação dos Ucranianos no Algarve, que está a receber donativos de bens como medicamentos, máscaras descartáveis, desinfetantes ou cobertores para enviar para Ucrânia.

Ontem, o bispo do Algarve manifestou a sua solidariedade para com o povo ucraniano e apelou ao fim da guerra, questionando ainda a falta de respeito pelos princípios da diplomacia internacional. “Há um sentimento muito grande de proximidade com a Ucrânia, o seu povo, sobretudo com aqueles que estão entre nós. É uma situação que nos deixa perplexos, antes de mais: como é que possível isto acontecer no século XXI, na Europa?”, comentou D. Manuel Quintas, em declarações à Agência Eclesia.


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