[weglot_switcher]

Ucrânia. Putin abre corredores humanitários, mas estes conduzem à Rússia ou à Bielorrússia

Moscovo vai abrir quatro corredores para permitir a saída de civis de cidades cercadas ou tomadas pelo exército russo. Os corredores que saem das duas principais cidades ucranianas, não permitem que os civis se desloquem para o lado ucraniano.
Al Drago/Pool via Lusa
7 Março 2022, 09h12

A Rússia decidiu abrir quatro corredores humanitários para a saída de civis ucranianos de zona de guerra, mas estes conduzem ao próprio país de Vladimir Putin ou à Bielorrússia.

Segundo a “BBC”, o corredor a sair de Kiev tem como destino a Bielorrússia, um país que apoia Vladimir Putin. Já o corredor de Kharkiv tem como destino a Rússia.

Corredores a sair de Mariupol (segundo a BBC que cita a agência russa RIA):

Rota 1 – Novoazovsk, Taganrog, Rostov-on Don (na Rússia). Segundo as autoridades russas, os refugiados podem depois ir para outro destino em transporte aéreo, ferroviário ou rodoviário, mas resta saber se tal será cumprido.

Rota 2 – Portivske, Mangush, Respublika, Rosivka, Bilmak, Polohi, Orekhiv, Zaporizhzhya (na Ucrânia).

Kharkiv

Nekhoteyevka, Belgorod (na Rússia). Também aqui, segundo os russos, os refugiados poderão depois ir para outro destino em transporte aéreo, ferroviário ou rodoviário.

Sumy

Rota 1 – Sudzha, Belgorod (na Rússia), e depois por transporte aéreo.

Rota 2 –  Sumy, Golubivka, Romny, Lokhvitsya, Lubny, Poltava (Ucrânia).

Kyiv

Hostomel, Rakivka, Sosnovka, Ivankiv, Orane, Chernobyl, Gden’, Gomel (na Belarus), depois por transporte aéreo para a Rússia.

Moscovo decidiu a abertura dos corredores depois de uma conversa entre Emmanuel Macron e Vladimir Putin.

O presidente francês já reagiu e garante que tinha pedido a abertura de corredores humanitários e a entrada de auxílio, mas o pedido não previa a saída somente para a Rússia ou Ucrânia.

O conflito já provocou 1,5 milhões de refugiados ucranianos que fugiram para os países vizinhos. Mais de dois mil civis ucranianos já foram mortos.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.