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Reino Unido deverá reduzir a dependência da energia russa até ao final do ano (com áudio)

A decisão, que vai em linha com a estratégia de Washington, não contará com o apoio da União Europeia devido aos receios da inflação e de uma retaliação por parte da Rússia. Aliados confirmam que o veredicto foi tomado em conjunto com o bloco europeu.
epa09598991 Britain’s Prime Minister Boris Johnson attends a bilateral meeting with President of Israel Isaac Herzog (not pictured) at 10 Downing Street in London, Britain, 23 November 2021. EPA/NEIL HALL / POOL
8 Março 2022, 15h14

O Reino Unido deverá juntar-se à causa dos Estados Unidos e reduzir a importação de energia russa até ao final do ano, na sequência da invasão russa à Ucrânia. Ambos anúncios deverão ser feitos ainda esta tarde, avança esta terça-feira o “Político”, depois de consultar fontes da Casa Branca e de Downing Street.

The acordo com o “The Guardian”, a expectativa é reduzir a dependência britânica das energias russas de 4% para zero ao até ao final do ano como parte da estratégia energética adotada pelo governo de Boris Johnson, que devia ter sido apresentada esta semana mas que graças ao conflito geopolítico no Leste, foi adiado para a semana que vem.

O jornal escreve ainda que a União Europeia não vai tomar a mesma decisão devido aos receios da inflação e de uma retaliação por parte da Rússia, mas frisa que a decisão tomada por ambos os aliados foi tomada em conjunto. Na verdade, de acordo com o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans, o bloco europeu vai reduzir em dois terços a compra de gás russo até ao fim deste ano. A decisão foi hoje anunciada pela Comissão Europeia em consequência da invasão russa da Ucrânia.

As mesmas fontes afirmam que haverá um prazo de meses para a proibição entrar em vigor de forma a permitir que o mercado global se ajuste e impedir que não haja uma corrida à compra de combustível. Ao mesmo jornal, os ministros enfatizaram que o público não vai precisar de acumular stock de combustível uma vez que o petróleo russo representa uma parte mínima da matriz energética britânica.

Na sequência dos novos avanços do Ocidente, um alto responsável do governo russo ameaçou que os preços de petróleo vão disparar nos mercados globais, se o país for alvo de embargo.

“É absolutamente claro que a rejeição do petróleo russo vai conduzir a consequências catastróficas para o mercado global”, disse o vice-primeiro russo Alexander Novak na segunda-feira à noite na televisão estatal russa, citado pela “CNBC”.

“O aumento de preços será imprevisível. Irá atingir os 300 dólares por barril, se não mais”, acrescentou.

Notícia atualizada às 16h27 com informações do “The Guardian”

 


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