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Três agentes da PSP agredidos ouvidos pela PJ. Quarto polícia continua em coma

Os três agentes da PSP que tiveram sábado alta do hospital, após terem sido agredidos junto à discoteca Mome, em Lisboa, já prestaram declarações à PJ, que está a investigar o caso, disse hoje à Lusa fonte ligada à PSP.
Mário Cruz/Lusa
20 Março 2022, 16h23

Segundo a mesma fonte da PSP, os três agentes “já foram ouvidos em interrogatório pela Polícia Judiciária (PJ)”, ajudando a investigação em curso desta polícia, numa altura em que um quarto agente violentamente agredido permanece em coma no Hospital de São José, em Lisboa.

A fonte indicou ainda que os agentes alvo de agressão atestaram que se identificaram como polícias ao intercederem numa desordem naquele local de diversão noturna e adiantou que a Marinha está a colaborar com a PJ na identificação de alguns dos suspeitos das agressões, por se tratarem de militares daquele ramo das Forças Armadas.

Entretanto, uma outra fonte da PSP referiu à agência Lusa que o agente ainda hospitalizado em São José se “encontra em coma induzido”, estando “estável”, embora o estado de saúde seja ainda “crítico”.

A investigação das violentas agressões no exterior da discoteca Mome está a cargo da PJ devido aos atos praticados poderem configurar a prática de crime de homicídio, na forma tentada.

Num comunicado divulgado no sábado, a PSP referia que o incidente ocorreu na madrugada desse dia, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adianta a PSP.

De acordo com a polícia, os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação.

A PSP informou ainda que estavam em curso todas as diligências, em coordenação com a PJ, para a identificação dos autores das agressões.

“Salientamos que os polícias, apesar de não estarem em serviço, não deixaram de intervir, cumprindo com a sua condição policial, tentando manter a ordem pública a integridade física dos concidadãos que servimos”, realçou a PSP.

A PSP disponibilizou acompanhamento psicológico através da sua Divisão de Psicologia, aos polícias agredidos e aos seus familiares.

A PSP apelou às pessoas que frequentam as áreas de diversão noturna para que adotem comportamentos ordeiros e que evitem confrontos e agressões, pois colocam em perigo a integridade física e a vida de terceiros.

Também no sábado, a ministra da Administração Interna (MAI), Francisca Van Dunem, manifestou “preocupação face à brutalidade e violência da agressão” contra os polícias, classificou tais atos de “intoleráveis” e prometeu um “rápido apuramento dos factos”.

“Francisca Van Dunem manifesta a sua preocupação face à brutalidade e violência da agressão, totalmente intoleráveis e que justificam um rápido apuramento dos factos e a responsabilização dos seus autores”, lia-se numa nota do Ministério da Administração Interna (MAI).

Na nota, a ministra exprimiu também a sua solidariedade para com os agentes agredidos, e com as suas famílias, e, em particular, para com o agente que se encontra hospitalizado.

Três agentes agredidos em Lisboa tiveram alta e o quarto continua em coma

Três dos agentes da PSP agredidos no sábado no exterior de uma discoteca em Lisboa tiveram alta, mas o quarto continua internado em estado de coma, disse hoje à Lusa fonte oficial da PSP.

Segundo a fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa, os três agentes tiveram alta no sábado, mas o quarto polícia mantém-se internado no Hospital São José, em Lisboa, em estado crítico.

Questionado se já foram identificados os agressores, a mesma fonte adiantou que a investigação está a cargo da Polícia Judiciária devido aos atos praticados poderem configurar a prática de crime de homicídio, na forma tentada.

Num comunicado divulgado no sábado, a PSP referia que o incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relata a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adianta a PSP.

De acordo com a polícia, os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação.

A PSP informa ainda que estão em curso todas as diligências, em coordenação com a PJ, para a identificação dos autores das agressões.

“Salientamos que os polícias, apesar de não estarem em serviço, não deixaram de intervir, cumprindo com a sua condição policial, tentando manter a ordem pública a integridade física dos concidadãos que servimos”, realça a PSP

Entretanto, a PSP disponibilizou acompanhamento psicológico através da sua Divisão de Psicologia, aos polícias agredidos e aos seus familiares.

A PSP apelou às pessoas que frequentam as áreas de diversão noturna que adotem comportamentos ordeiros e que evitem confrontos e agressões, pois colocam em perigo a integridade física e a vida de terceiros.

“Toda a família policial da PSP está solidária na luta pela vida, travada pelo nosso irmão de armas”, conclui a nota policial.


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