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Portugal tinha mais de 600 mil imigrantes em janeiro de 2021, abaixo da média europeia de 9,3%

A média europeia de imigrantes em território nacional é de 9,3%, dos quais 23,7 milhões são provenientes de países terceiros (5,3%) e 13,7 milhões de um dos Estados-Membros (4%). Portugal surge em quarto lugar dos países com mais cidadãos a viver noutros Estados-Membros da UE. São cerca de 900 mil.
30 Março 2022, 15h56

A 1 de janeiro de 2021, Portugal tinha mais de 600 mil imigrantes que representavam 6,4% da população total do país, sendo que 4,9% era proveniente de países terceiros e 1,5% de outros países da União Europeia, segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat. A média europeia de imigrantes em território nacional é de 9,3%, dos quais 23,7 milhões são provenientes de países terceiros (5,3%) e 13,7 milhões de um dos Estados-Membros (4%).

Da população imigrante natural de um país fora do espaço comunitário, o maior grupo é do Brasil (27,8%), seguido do Reino Unido (7%), Cabo Verde (5,5%), Roménia (4,4%) e Ucrânia (4,3%). Estes dados são anteriores à crise humanitária provocada pela invasão russa. Entretanto, Portugal emitiu 24.212 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residem naquele país, segundo a última atualização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Portugal surge em quarto lugar dos países com mais cidadãos a viver noutros Estados-Membros da UE. São cerca de 900 mil. A Roménia (três milhões), a Polónia (1,5), e a Itália (1,3) ocupam o pódio de cidadãos nacionais emigrados em espaço comunitário.

“Em termos absolutos, os maiores números de não nacionais residentes nos Estados-Membros da UE foram encontrados na Alemanha (10,6 milhões de pessoas), Espanha (5,4 milhões), França e Itália (ambos 5,2 milhões). Os não nacionais nestes quatro Estados-Membros representavam coletivamente 70,3% do número total de não nacionais que vivem em todos os Estados-Membros da UE” enquanto detinham uma quota de 57,6 % do total populacional, informa o gabinete de estatística.

A somar a estes, há uma elevada proporção de não nacionais em países como a Malta (20,1%), Chipre (18,5%), Áustria (17%) e Estónia (15,1%), mas a maior fatia verifica-se no Luxemburgo (47,1% da sua população total), enquanto a menor na Roménia (0,8%).


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