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Cinquenta e quatro dias de invasão russa. Ponto de situação no terreno

O 54.º dia de conflito na Ucrânia é marcado pela continuação da resistência ucraniana na devastada e cercada Mariupol enquanto Putin distingue brigada responsável pelo massacre em Bucha. Da Rússia saem acusações de inconsistências nas negociações de paz que estão indefinidamente interrompidas e cortes nos juros para responder a sanções.
18 Abril 2022, 18h30

O 54.º dia de conflito na Ucrânia é marcado pela continuação da resistência ucraniana na devastada e cercada Mariupol enquanto Putin distingue brigada responsável pelo massacre em Bucha. Da Rússia saem acusações de inconsistências nas negociações de paz que estão indefinidamente interrompidas e cortes nos juros para responder a sanções. Estas e mais notícias em baixo:

  1. Putin atribuiu um título honorífico por “heroísmo, tenacidade, determinação e coragem” à 64.ª brigada de fuzileiros motorizados, que a Ucrânia acusou de cometer crimes de guerra contra civis na cidade de Bucha.
  2. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, acusou esta segunda-feira a Ucrânia de ser pouco consistente no que ao cumprimento dos pontos acordados durante as várias rondas de negociações diz respeito.
  3. Kiev e Moscovo mantiveram uma série de reuniões regulares no mês de março para um cessar-fogo em território ucraniano, mas essa intenção parece ter caído da agenda dos dois países, com os analistas a conjeturarem um agravamento e aumento da duração do conflito.
  4. Zelensky descartou a possibilidade de deixar Moscovo assumir o controlo da região de Donbass e parte da Ucrânia oriental. “A Ucrânia e o seu povo são claros. Não temos qualquer reivindicação sobre o território de mais ninguém, mas não vamos abdicar do nosso”, disse.
  5. O presidente ucraniano convidou Emmanuel Macron a visitar o país para constatar “genocídio”, depois de o homólogo francês se ter recusado a usar o termo para preservar o diálogo com o Kremlin. Zelensky referiu também que queria que Joe Biden visitasse a Ucrânia, mas admitiu que a deslocação possa ser condicionada por questões de segurança no país.
  6. Os militares ucranianos cercados em Mariupol vão lutar “até ao fim”, ignorando o ultimato da Rússia para deporem as armas e evacuarem o local estratégico no sudeste da Ucrânia, cuja captura por Moscovo constituiria uma grande vitória para o Kremlin.
  7. Os corredores humanitários na Ucrânia continuam suspensos por “razões de segurança”.
  8. A ofensiva militar já matou quase dois mil civis, segundo dados das Nações Unidas, e provocou mais de cinco milhões de refugiados.
  9. A Rússia acusou hoje a Ucrânia de estar a preparar ataques a igrejas durante a Páscoa ortodoxa em várias regiões ucranianas, com apoio ocidental, para culpar as forças russas de atrocidades contra civis.
  10. O acesso à página da ‘Human Rights Watch’ foi interditado na Rússia por ordem da Procuradoria-Geral. Em causa está um artigo sobre a “operação militar especial” da Rússia na Ucrânia, mas todo o site foi bloqueado.
  11. Zelensky falou com a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, sobre “a estabilidade financeira” da Ucrânia e “os preparativos para a reconstrução pós-guerra”.
  12. Na Rússia, esta segunda-feira assinalou-se um novo corte nas taxas de juro e mais despesas orçamentais para ajudar a economia a adaptar-se às sanções impostas pelo Ocidente.
  13.  Putin garantiu que economia russa estabilizou e que rublo regressou aos níveis pré-guerra numa altura em que a presidente da Comissão Europeia considerou que a falência da economia russa “é uma questão de tempo”.

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