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BE acusa Governo de não gastar “um tostão” nas medidas urgentes de prevenção de incêndios

Catarina Martins pediu à população “para ter o máximo de cuidado”, mas ressalvou que não se pode “esquecer a responsabilidade do Governo” no que toca aos incêndios.
11 Julho 2022, 19h15

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, acusou o Governo, esta segunda-feira, de não gastar “um tostão” nas medidas urgentes de prevenção de incêndios.

As declarações foram feitas na intervenção final do encerramento da Universidade de Verão da Esquerda Europeia. Nessa ocasião, Catarina Martins falou nas alterações climáticas e considerou que os fogos foram um setor onde o governo “não investiu um tostão”, mas que precisa “ação concreta” porque “as nossas vidas não são um projeto piloto”.

Para combater os incêndios de forma mais eficaz a bloquista defende que “era preciso sapadores florestais, carreiras para as pessoas que trabalham na floresta e contratar mais pessoas para esse trabalho”.

Tal como o primeiro-ministro também Catarina Martins apelou a toda a população “para ter o máximo de cuidado para prevenir incêndios” mas ressalvou que não se pode “esquecer a responsabilidade do Governo que depois de observatórios, estudos e relatórios, depois mesmo da lei, na realidade não investiu um tostão nem para as unidades de gestão florestal, nem para dar carreiras aos sapadores florestais, nem para reflorestar o que já tinha ardido”.

Portugal está em estado de contingência a partir desta segunda-feira devido ao risco de incêndio. Para amanhã estão previstas temperaturas que podem alcançar os 45º em algumas regiões do país.

Catarina Martins falou ainda sobre a Uber e apontou que empresa “utilizou todo o tipo de mentiras para entrar em todos os países, para tentar captar quotas de mercado, para desregular o trabalho e até para esconder os dados dos governos, apagando tudo, para que ninguém soubesse o que estavam a fazer”.

Nesta matéria o BE acredita que o Governo falha em “obrigar a que as plataformas tenham contratos de trabalho diretamente com quem trabalha para elas”.

 


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