O líder do Estado Islâmico na Síria e um dos cinco principais líderes do grupo, Maher al-Agal, foi morto num ataque aéreo dos Estados Unidos, disseram militares norte-americanos nesta terça-feira, segundo a “Reuters”.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA disse que Maher al-Agal era responsável pelo desenvolvimento de redes do ISIS fora do Iraque e da Síria, e adiantou que um colega próximo dele ficou gravemente ferido.
“Um planeamento extensivo foi feito para garantir o sucesso desta operação. Uma análise inicial indica que não houve vítimas civis”, informou.
A confirmar-se, este é mais uma baixa de peso para o grupo e mina os seus esforços de reorganização depois de perder grandes extensões de território. Em fevereiro, o principal líder do Estado Islâmico suicidou-se durante um ataque militar dos EUA, também na Síria.
Os Estados Unidos têm cerca de 900 soldados no país, principalmente a leste, embora o governo do presidente Joe Biden ainda não tenha detalhado o seu plano de longo prazo para a missão de oito anos na região.
“O Estado Islâmico continua a representar uma ameaça para os EUA e parceiros na região”, disse um porta-voz do Comando Central dos EUA na nota.
O Estado Islâmico esteve no auge do seu poder entre 2014 e 2017, quando governou milhões de pessoas e reivindicou a responsabilidade ou inspirou ataques em dezenas de cidades do globo.
Analistas dizem que muitos combatentes locais podem ter voltado à vida normal, prontos para reaparecer quando surgir uma oportunidade.
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