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Governo quer que Portugal passe a exportar hidrogénio verde até 2026

Com 70 projetos na calha, representando um investimento de oito mil milhões, o hidrogénio verde promete ser a próxima revolução energética em Portugal.
15 Julho 2022, 13h22

O Governo quer que Portugal comece a exportar hidrogénio verde até 2026. A ambição foi hoje assumida pelo ministro do Ambiente durante a inauguração da central solar flutuante do Alqueva.

“Durante este mandato queremos iniciar a exportação de hidrogénio verde em Portugal” durante a atual legislatura, assumiu Duarte Cordeiro. “Queremos acelerar a transição energética na próxima década promovendo a substituição de combustíveis fósseis”.

“Em poucos locais como em Portugal, temos condições para produzir hidrogénio sustentável, o chamado hidrogénio verde. Com os mais baixos preços de produção de eletricidade a partir da energia solar – ainda recentemente se bateu mais um recorde mundial no leilão para a produção a partir de painéis solares flutuantes – podemos aqui produzir hidrogénio verde sem emissões”, destacou.

Duarte Cordeiro apontou Sines como uma localização privilegiada para instalar uma fileira de hidrogénio verde.

“Sines é o local certo – mas não é o único, em Portugal – para estes investimentos. Dispõe de um porto atlântico de águas profundas, com capacidade sobrante e em expansão. Tem mão-de-obra qualificada e habituada a trabalhar em processo energéticos complexos. Possui terrenos infraestruturados para a atividade industrial. Conta com uma rede moderna de gasodutos preparados para incorporar gases renováveis. É um importante centro de telecomunicações. Comporta um importante cluster de indústrias consumidoras de hidrogénio”.

Depois do projeto-piloto na barragem do Alto Rabagão, a EDP inaugurou hoje uma central solar flutuante em barragem com maior escala, com uma potência de cinco megawatts (MW).

A infraestrutura localizada no maior lago artificial da Europa ocidental vai contar com um total de 12 mil painéis, numa área com o tamanho de quatro campos de futebol.

Por ano, vai produzir 7,5 gigawatts, o suficiente para abastecer 1.500 lares, cerca de 25% das famílias da região.

Por estar assente em água, que refresca mais os painéis, esta central pode ser 11% mais produtiva.

Os flutuadores desta central foram criados pela Corticeira Amorim e o fabricante espanhol Isigenere, tendo por base um novo compósito de cortiça e que será testado pela primeira vez num projeto de produção de energia renovável.

Mas já há outro projeto na calha: a EDP ganhou em abril deste ano o direito para construir outra central solar flutuante com 70 megawatts também no Alqueva, no âmbito do leilão de solar flutuante em Portugal.

O projeto total conta com 154 megawatts de energias renováveis incluindo 70 MW de solar PV flutuante e, adicionalmente, 14 MW de sobre equipamento solar e hibridização de 70 MW de capacidade eólica.


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