A bolsa de Lisboa segue a meio da sessão desta terça-feira em terreno negativo, pressionada pelas perdas da Galp, mantendo a tendência de abertura e em sentido contrário das suas congéneres europeias. O principal índice bolsista português (PSI) cai 0,53%, para 5.578,35 pontos.
No PSI, destaque para a Galp, com as ações a desvalorizaram 4,60% para os 10,78 euros, seguida da Jerónimo Martins, que recua 0,80% para 19,73 euros, da EDP Renováveis, que cai 0,37% para os 21,65 euros, da NOS, que diminui 1,13% para os 4,038 euros, e da Sonae, que perde 0,48% para os 1,038 euros.
“No plano macroeconómico a indicação de que os preços no produtor da Zona Euro aumentaram 36,8%, em termos homólogos, no mês de março é um dado à atenção do BCE, uma vez que a passar para o consumidor iria levar a uma inflação mais elevada e persistente no bloco”, comenta o analista de mercados da Millennium investment banking, Ramiro Loureiro.
Entre as principais praças europeias, o alemão DAX ganha 0,03%, o francês CAC 40 aumenta 0,10% e o espanhol IBEX 35 que sobe 1,14%. Já o britânico FTSE 100 segue em terreno negativo a perder 0,83%.
O preço do barril de petróleo está a cair nos dois lados do Atlântico. Em Nova Iorque, o WTI desce 1,32% para os 103,78 dólares por barril, enquanto o Brent está a desvalorizar 1,35% para os 106,13 dólares em Londres.
No mercado cambial, o euro aprecia 0,32% face ao dólar norte-americano, para 1,0944 dólares.
Segundo os dados estatísticos da CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários), em abril, o índice PSI encerrou nos 5.930,01 pontos, menos 1,8% do que em março e mais 17,4% do que no período homólogo de 2021. A Galp (12,62%), a EDP (11,90%) e a EDP Renováveis (11,77%) foram os emitentes com maior representatividade no índice.
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