Mais histórias bizarras a serem reveladas sobre a passagem de Donald Trump pela Casa Branca. Agora, na primeira pessoa por parte de um membro do seu gabinete.
As novas revelações foram feitas por Mark Esper, o segundo ministro da Defesa de Trump, que vai publicar um livro sobre a sua passagem pela Casa Branca: “A Sacred Oath Memoirs of a Defense Secretary in Extraordinary Times“, que vai ser publicado na próxima semana. Foi ministro da Defesa entre julho de 2019 e novembro de 2020.
Um dos episódios relatados no livro é que Trump queria lançar “misseis para o México para destruir os laboratórios de droga”, disse o então presidente.
“Ninguém vai saber que fomos nos”, afirmou Trump, garantindo que iria negar responsabilidade.
Esper pensaria que até seria uma piada, não fosse o caso de estar a olhar para o Trump e observar a sua seriedade sobre o caso, revela o “The Guardian”.
Outra revelação feita no livro é que Trump queria que a policia alvejasse os manifestantes dos protestos raciais no verão de 2020, na sequência da morte do cidadão afro-americano George Floyd às mãos da polícia.
“Não os podemos alvejar? Bastava disparar para as pernas ou algo assim”, afirmou então Trump.
Em junho de 2020, Mark Esper veio a público criticar a possibilidade do uso de militares para esmagar os protestos contra as injustiças raciais, conforme pretendido por Trump que queria usar o Ato de Insurreição, uma lei de 1807 que permite ao presidente enviar tropas para as ruas dos EUA. As criticas de Esper enfureceram Trump.
Mark Esper também relata no livro que ajudou a bloquear outras ideias peregrinas na Casa Branca, incluindo do assessor Stephen Miller que queria enviar 250 mil soldados norte-americanos para a fronteira com o México.
Milller também defendia que Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico morto pelos EUA, devia ter a sua cabeça decapitada, mergulhada em sangue de porco e depois devia ser exposta publicamente para servir de aviso a outros terroristas. “Isso é um crime de guerra”, disse Esper a Miller, que negou o episódio ao NY Times.
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