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Ilha sueca paradisíaca reforça as suas defesas numa altura em que se espera adesão à NATO

Por estar estrategicamente localizada a apenas 300 quilómetros da sede da frota do Báltico da Rússia, Gotland, que atrai mais de dois milhões de visitantes por ano, atuou há mais de três décadas como um importante obstáculo contra a expansão soviética. Agora, prepara-se novamente face às ameaças de Moscovo.
12 Maio 2022, 17h31

A Suécia pode solicitar a adesão à Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) nos próximos dias, à semelhança do que a Finlândia anunciou que ia fazer esta quinta-feira. Entretanto, Gotland, um destino remoto de férias no Mar Báltico está a reforçar as suas defesas, avança a “Euronews”.

A ilha paradisíaca de natureza intocada e praias que atraem muitos suecos tem aldeias da era viking e formações de rocha e atrai mais de dois milhões de visitantes todos os anos. Contudo, por estar estrategicamente localizada a apenas 300 quilómetros da sede da frota do Báltico da Rússia, atuou há mais de três décadas como um importante obstáculo contra a expansão soviética.

À medida que crescem as tensões em torno da esperada (mas ainda não confirmada) candidatura oficial da Suécia à NATO, a nação escandinava está a reconstruir a sua presença militar, nomeadamente em Gotland. “Haverá mais soldados e mais atividade em Gotland”, diz o coronel Magnus Frykvall, comandante do batalhão local. “Temos que construir uma capacidade militar maior e melhor devido à situação atual”.

No início desta semana, a Rússia alertou sobre graves consequências se qualquer nação se juntar à aliança. Esta quinta-feira, reforçou-as: “a Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto técnico-militares como outras, a fim de pôr termo às ameaças à sua segurança nacional que surjam a este respeito”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Muitos cidadãos de Gotland estão ansiosos para defender a sua nação a todo custo. “As pessoas estão um pouco preocupadas, mas estamos a tentar manter todos tranquilos ”, disse Camilla Selander, uma empregada de mesa que se juntou à Guarda Nacional da ilha.

Numa floresta, Camilla e outros voluntários disparam pistolas nove milímetros. Por enquanto, o campo de tiro continua a ser o único local militar ativo em Gotland, mas as memórias do passado da ilha estão ainda presentes.

“Mil ninhos de metralhadoras foram construídos aqui no início da Segunda Guerra Mundial”, diz Lars-Ake Permerud, oficia aposentado do exército. “Tínhamos defesas de metralhadoras e canhões por toda a ilha.”

“Aquele que se senta em Gotland controla grande parte do Mar Báltico”, resume Rutger Banholtz, ex-diretor da Guarda Nacional.


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