O presidente executivo do Millennium bcp, Miguel Maya, frisou que é obrigação do banco “contribuir para a continuidade da atividade económica” ainda que esta se encontre “a níveis muito inferiores ao normal” por causa do novo coronavírus.
Numa carta de sete parágrafos enviada aos colaboradores do BCP, à qual o Jornal Económico teve acesso, Miguel Maya explicou que as medidas de contenção da propagação do Covid-19 tomadas pela administração do banco destinam-se à proteção dos colaboradores da instituição financeira, mas também para continuar a contribuir para o desenvolvimento da economia.
É uma questão que “assume uma relevância vital neste período de emergência e é indispensável para a continuidade do funcionamento das estruturas comunitárias que suportam a estabilidade e a coesão social”, vincou o CEO do BCP.
De outra forma, prosseguiu, a situação poderia ter “efeitos imprevisíveis, mas seguramente devastadores, no bem estar das famílias e na sustentabilidade das instituições em geral e naturalmente do próprio” banco.
Neste contexto, a administração do BCP reforçou a política de teletrabalho, permitindo o trabalho remoto “até 100%” nos casos em “em que tal seja exequível tanto do ponto de vista da continuidade do negócio como da capacidade instalada para trabalhar remotamente”.
“Esta decisão visa proteger quer os colaboradores que trabalham remotamente quer os que permanecem nas instalações do banco. É no entanto essencial assegurar que o trabalho remoto não se traduz num menor grau de rigor nas nossa atuações”, realçou Miguel Maya.
Em tempos de incerteza e de profunda alteração dos modelos de interação social e de trabalho, a liderança das Equipas, a coesão e o acompanhamento próximo das pessoas, o não permitir que a cultura profissional do BCP se deslace, assumem uma importância que considero determinante para o nosso futuro. Para o efeito, solicitamos aos Diretores Coordenadores que definam e partilhem com o respetivo Administrador e com a DRH as coreografias diárias específicas de liderança, controlo e manutenção da produtividade, do rigor operacional e da coesão das Equipas.
“Há momentos em que é absolutamente indispensável sentir e fazer sentir a confiança que resulta de trabalharmos numa organização coesa, numa casa com valores com os quais nos identificamos, numa empresa com capacidade de exigir de nós mas simultaneamente de nos dar a mão sempre que necessitamos”, concluiu Miguel Maya.
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