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Covid-19: “Instalada a confusão no jogo do bingo” após reabertura, denuncia sindicato

As salas de jogo do bingo estão a reabrir com a permissão de fumar e os clientes, por isso, não usam máscara. A denúncia é do Sindicato de Hotelaria do Norte que diz que a “Inspecção de Jogos, viu e nada fez”. E deixa o alerta que “é preciso pôr ordem” no sector do jogo: a proibição de fumar e uso obrigatório de máscara “é um imperativo de saúde e protecção dos clientes e trabalhadores”.
Mariscal/EPA via Lusa
8 Junho 2020, 10h45

O Sindicato de Hotelaria do Norte denuncia que as salas de jogo do bingo estão a reabrir com a permissão de fumar e os clientes, por isso, não usam máscara. Segundo o sindicato, a “Inspecção de Jogos, viu e nada fez” e alerta que é preciso pôr ordem no sector do jogo: a proibição de fumar e uso obrigatório de máscara “é um imperativo de saúde e protecção dos clientes e trabalhadores”.

O Sindicato de Hotelaria do Norte avança que a sala de jogo do Bingo Boavista no Porto reabriu dia 2 de junho com o selo de qualidade do Turismo de Portugal, tendo, entre outras medidas, ser proibido fumar na sala, tornar obrigatório o uso da máscara por parte dos clientes e trabalhadores, o uso de luvas por parte dos trabalhadores, distanciamento social, entre outras.

“No dia 4 reabriu a sala de jogo do Bingo Trindade, sem a proibição de fumar na sala, com cinzeiros em cima das mesas e os trabalhadores sem luvas. No dia de abertura desta sala esteve presente a Inspeção de Jogo, que nada fez”, revela o sindicato.

O Sindicato de Hotelaria do Norte dá conta que a receita do Bingo Boavista caiu no dia 4 de 6.800 euros para 2.500 euros e realça: “face à redução brutal da receita, no dia 5, no turno da noite, o Bingo do Boavista recoloca os cinzeiros em cima das mesas”, acrescentando que “está em causa a saúde dos trabalhadores e dos clientes, já que os clientes vão deixar de usar máscara e irão manter-se todo o tempo a fumar.”

“A Inspeção de Jogos não devia permitir o fumo no interior da sala, devia obrigar o uso de máscara por parte dos clientes exceto quando tomam as refeições e devia obrigar o uso de luvas por parte dos trabalhadores que manuseiam dinheiro”, frisa o Sindicato, considerando que a falta de fiscalização que aponta é em situação de pandemia “muito mais escandalosa”.

Para o Sindicato de Hotelaria do Norte, é preciso pôr ordem no setor do jogo: a proibição de fumar e uso obrigatório de máscara no interior das salas de jogos” é um imperativo de saúde e proteção dos clientes e trabalhadores”. E sinaliza que que o sindicato não foi ouvido pelas entidades oficiais sobre os novos procedimentos nas salas de jogos, tendo sido só ouvidas as concessionárias.


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