A França assistiu à maior queda mensal no total de desempregados, no mês de junho, segundo a Reuters. A redução deve-se ao facto de alguns dos candidatos a um futuro emprego terem encontrado ocupação profissional durante este período, revelam os dados do ministério do Trabalho de França.
O número de pessoas registadas em agências governamentais de emprego caiu de 204.700 para 4.220.900, em junho – a maior queda mensal já registada.
O total de desempregados da França tinha atingido níveis recorde de 4.575.500, em abril, com contratações interrompidas durante o período da quarentena, decretado pelo governo francês, em março. A maioria das restrições permaneceu em vigor até 11 de maio.
O ministério do Trabalho francês garantiu que a melhoria em junho deveu-se principalmente à reclassificação de alguns candidatos a emprego como parcialmente ativos no mercado de trabalho, porque encontraram trabalho a tempo parcial.
Os dados revelam ainda que 6.156.900 franceses continuam à procura de trabalho, mas a grande diferença é que de momento as contratações estão a voltar aos níveis anteriores à pandemia.
A França, que prevê um crescimento na economia de 8%, no próximo ano, só regressará aos números que tinha antes da pandemia em 2022, apontou ministro da Finanças da França, Bruno Le Maire, que está a elaborar um plano de recuperação no valor de 100 mil milhões de euros.
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