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Governo admite retirar 19 freguesias da região de Lisboa do estado de calamidade

“A análise que fizemos da evolução dos casos aponta para uma redução do número de casos quer ativos quer dos novos em todos os cinco municípios, verificando-se, aliás, uma estabilização do nível de casos muito significativa em Sintra e na Amadora”, disse Eduardo Cabrita.
Cristina Bernardo
27 Julho 2020, 18h32

O ministro da Administração Interna admitiu esta segunda-feira que os concelhos de Lisboa, Sintra, Amadora, Loures e Odivelas – nos quais 19 freguesias se encontram em estado de calamidade – possam passar ao estado de contingência, que está em vigor na Área Metropolitana de Lisboa (AML).

A decisão final será tomada no Conselho de Ministros que se realiza na quinta-feira, mas o Governo considera que, atualmente, não existe “razão para distinguir” estes municípios, depois da reunião de ponto de situação com os autarcas.

“A análise que fizemos da evolução dos casos aponta para uma redução do número de casos quer ativos quer dos novos em todos os cinco municípios, verificando-se, aliás, uma estabilização do nível de casos muito significativa em Sintra e na Amadora. Relativamente a Loures, valores que estão claramente abaixo dos que se verificavam no início da adoção destas medidas”, explicou Eduardo Cabrita aos jornalistas.

“A freguesia de Santa Clara está num nível muito próximo de casos daquele que é verificado noutras freguesias da cidade de Lisboa”, afirmou ainda. No entanto, a AML continuará com uma vigilância ativa do cumprimento das normais e os horários de encerramento dos estabelecimentos comerciais (20h00) manter-se-ão, segundo o ministro.

Em conferência de imprensa, Eduardo Cabrita reiterou que os indicadores de evolução da Covid-19 estão melhores do que em Espanha, o que não invalida a necessidade de restrições. “Não podemos baixar a guarda relativamente a esta atuação muito intensa e coordenada entre as estruturas da administração central e as municipais. Queremos garantir um agosto com saúde e segurança, que nos permita projetar o regresso da atividade, sobretudo a reabertura do ano letivo”, frisou.

Portugal conta, atualmente, com um total de 50.299 casos confirmados de Covid-19, mais 135 do que ontem, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico da Direção-Geral de Saúde. Já o número de vítimas mortais do novo coronavírus no país aumentou para 1.719, tendo falecido mais duas pessoas nas últimas 24 horas. Há 414 pessoas internadas com a doença, mais onze do que ontem, sendo que 45 encontram-se em unidades de cuidados intensivos, menos três em comparação com o dia anterior. A taxa de letalidade é agora de 3,4%.


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