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“Falsas alegações”. Facebook remove vídeo de Donald Trump após declarações à Fox News

“Este vídeo inclui falsas alegações de que um grupo de pessoas é imune ao covid-19, que viola nossas políticas de desinformação prejudicial sobre a pandemia”, referiu um porta-voz do Facebook sobre um vídeo onde Trump afirmava que as crianças são praticamente imunes ao coronavírus.
6 Agosto 2020, 18h59

O Facebook apagou esta quinta-feira, 6 de agosto, um vídeo da campanha do presidente dos Estados Unidos onde Donald Trump assegurava que as crianças são “praticamente imunes” ao coronavírus, segundo o El País.

As declarações do presidente americano foram proferidas horas antes à Fox News como forma de justificar a reabertura das escolas nas próximas semanas. O Facebook excluiu o vídeo quatro horas após a sua publicação. “Este vídeo inclui falsas alegações de que um grupo de pessoas é imune ao covid-19, que viola nossas políticas de desinformação prejudicial sobre a pandemia”, apontou um porta-voz da empresa.

Por sua vez, o Twitter bloqueou a conta da equipa de campanha eleitoral de Trump por violar as políticas da rede social contra a desinformação até que o conteúdo fosse removido. Algumas horas depois, o vídeo foi excluído e a conta continuou a publicar mensagens.

É a primeira vez que o Facebook remove uma publicação da campanha Trump por espalhar informações erradas sobre o vírus, embora há algumas semanas tenha removido um anúncio contendo suposta simbologia nazi, especificamente, um triângulo vermelho invertido, a insígnia usada pelos prisioneiros políticos de Hitler.

O Facebook, considerado fundamental para o triunfo do presidente dos Estados Unidos nas eleições de 2016, tem sido criticado pela política de não intervir adotada pelo fundador, Mark Zuckerberg. Em junho, mais de uma centena de empresas, incluindo Starbucks, Unilever e Coca Cola, aderiram a um boicote publicitário contra a empresa, por considerarem que a gigante tecnológica não está suficientemente comprometida com o controlo da desinformação e discurso de ódio.

Já o Twitter removeu e ocultou vários conteúdos vinculados a Trump nas últimas semanas. A 27 de maio, a empresa descreveu pela primeira vez uma série de tweets do presidente dos Estados Unidos como sendo “informações duvidosas”. Em resposta, Trump garantiu, através do Twitter,  que a empresa “reprime totalmente a liberdade de expressão”. Dois dias depois, o presidente assinou um despacho que visa limitar a imunidade de que estas empresas gozam para o conteúdo que os utilizadores publicam nas suas contas.

 


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