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“O ‘efeito CNN’ não teve tração em Bougainville”

Português enviado pela ONU para a região autónoma que quer tornar-se independente da Papua-Nova Guiné realça as diferenças em relação ao caso de Timor-Leste. Eleições regionais afetadas por Covid-19 são próximo passo.
29 Agosto 2020, 13h00

Relativamente próxima, mas sem o mediatismo de Timor-Leste, a região autónoma de Bougainville, formada por ilhas banhadas pelo oceano Pacífico, votou de forma esmagadora na independência em relação à Papua-Nova Guiné no referendo não vinculativo de 2019. O português Rui Flores, de 49 anos, que desde há três lidera a delegação da Organização das Nações Unidas (ONU) em Buka, capital da região, após passar por Timor-Leste, Guiné-Bissau, Serra Leoa, Chade e República Centro Africana, diz que os representantes eleitos do povo de Bougainville têm muito trabalho pela frente.

Depois de 97,7% dos eleitores aprovarem a independência em relação à Papua-Nova Guiné no referendo realizado em dezembro de 2019, as eleições para a presidência e para o parlamento de Bougainville que decorrem até 1 de setembro são cruciais para pôr em prática tal resultado?
São extremamente importantes. O presidente e o governo que vierem a ser eleitos vão determinar qual será a equipa negocial que vai discutir com o governo nacional o futuro estatuto político de Bougainville. Quem fará parte da negociação e qual será a estratégia dos líderes de Bougainville para persuadir o governo da Papua-Nova Guiné a aceitar a independência da região.

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