Para ter a devida noção daquilo que significa a ligação de Lionel Messi ao Barcelona, após o futebolista argentino representar o clube catalão ao longo de 20 temporadas, nada melhor do que recorrer a um exercício de história alternativa: imagine-se que Cristiano Ronaldo nunca rumou ao Sporting, sendo poupado a chorar com saudades da família no lar de jovens promessas que existia debaixo das bancadas do antigo Estádio de Alvalade, e em vez disso permaneceu no Nacional da Madeira até que pouco antes do ano de 2000, sendo ainda um juvenil, foi contratado pela Juventus, permanecendo em Turim durante duas décadas recheadas de sucessivas conquistas de campeonatos italianos e da Liga dos Campeões, bem como troféus individuais de jogador do ano, sempre ao serviço da mesma equipa.
Se no mundo real Cristiano Ronaldo concilia o estatuto de um dos dois melhores futebolistas do século XXI com o de símbolo do rodopio de dinheiro no mercado de transferências – sempre com os préstimos do superagente Jorge Mendes, fez movimentar 230 milhões de euros no percurso entre Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus –, Lionel Messi foi até agora o reverso da medalha. Recrutado ao Newell’s Old Boys em 2000, com idade de iniciado, o argentino de 13 anos foi acolhido no centro de estágios de La Masia e preparado de forma meticulosa – num processo que envolveu as hormonas de crescimento que permitiram ao rapaz alcunhado de “A Pulga” atingir 1,70 metros de altura – até estar pronto para se juntar à equipa principal.
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