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Ações da AstraZeneca caem depois do anúncio da suspensão de ensaios clínicos

A farmacêutica suspendeu os seus ensaios para a vacina da Covid-19 depois de um voluntário ter desenvolvido efeitos secundários adversos e os mercados não tardaram a reagir com desconfiança.
9 Setembro 2020, 12h58

As ações da AstraZeneca sofreram fortes quedas na sequência da suspensão dos ensaios clínicos para o desenvolvimento de uma vacina contra a Covid-19. A farmacêutica viu a sua cotação descer mais de 8% fora de horas em Nova Iorque e 3% em Londres, com os investidores a mostrarem-se preocupados com as notícias da suspensão.

A AstraZeneca já veio esclarecer que o procedimento é habitual em ensaios do género. A fase 3 dos ensaios clínicos da nova AZD1222, o nome da vacina em desenvolvimento em conjunto com a Universidade de Oxford, foram suspensos depois de um paciente voluntário ter desenvolvido efeitos adversos.

“Esta foi uma ação de rotina que tem de acontecer quando há efeitos potencialmente não explicados num dos pacientes a serem investigados, de forma a manter a integridade dos ensaios”, disse em comunicado à CNBC a empresa.

A queda das ações abrandou consideravelmente a partir do momento em que os investidores perceberam que se tratava de uma suspensão relativamente comum. Às 12h25 de Lisboa, as ações da empresa estavam a cair 2,34% em Nova Iorque e 1,59% em Londres.

A AstraZeneca tem uma valorização bolsista de 119 mil milhões de euros e é a empresa com maior peso no FTSE-100, o índice britânico.

Destaque para o facto da AstraZeneca fazer parte das farmacêuticas que assinaram um compromisso público relativamente ao desenvolvimento da vacina, no qual garantem a manutenção dos mais elevados padrões éticos e científicos, além de prometerem não procurar aprovação da agência governamental norte-americana que regula o setor antes da conclusão de ensaios de larga escala.


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