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Presidente da República apela a que todos remem no mesmo sentido

Na Maia, Marcelo Rebelo de Sousa apelou à coesão de alunos, pais e professores para que, em conjunto, se vença o desafio do regresso à escola, pois sem isso não há economia, nem justiça social. O ano letivo 2020/21 arranca esta semana para os alunos do 1.º ao 12.º ano em todo o país.
Miguel Figueiredo Lopes/Presidência da República handout via Lusa
15 Setembro 2020, 17h50

O Presidente da República defendeu esta terça-feira, 15 de setembro, segundo dia do arranque do novo ano letivo, a necessidade de remar para o mesmo sítio. “Se os alunos, os pais, os professores, todos os que têm uma palavra a dizer remarem no mesmo sentido, transformando aquilo que é um pequeno problema num pequeno problema que se resolve e não num pequeno problema que se converte num grande problema”.

Marcelo Rebelo de Sousa falava na Escola Básica de Gueifães, em Gaia, que visitou acompanhado do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Esta escola pertencente ao Agrupamento de Escolas da Maia foi requalificada, no âmbito dos acordos de colaboração entre o Ministério da Educação e os municípios, num investimento de cerca de três milhões de euros, o que permite a  700 alunos iniciar o ano letivo 2020/2021 numa escola renovada.

“Vai ter que correr bem!”, salientou o Presidente da República, numa mensagem de tónica mobilizadora: “Quando chegarmos ao Natal e olharmos para trás, espero que  possamos dizer todos: ‘o que parecia muito complicado no primeiro dia e o era menos no fim do primeiro mês e menos no fim do segundo e do terceiro continua ainda a levantar umas questões, mas nós ultrapassámos o tempo mais difícil”.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou, depois, ser esse o desafio de Portugal, um desafio fundamental para tudo o resto. “Sem esse desafio, não há planos para a economia que funcionem, não há planos para o emprego que funcionem, não há planos para a justiça social que funcionem. Não há, porque isto está tudo ligado e tudo começa pela educação. Tudo começa pelos mais novos. Portanto, tem de começar bem, para o resto, na saúde, como na economia, como na sociedade correr bem. E vai correr bem – tenho a certeza”, concluiu.

As escolas básicas e secundárias públicas públicas começaram a abrir portas esta segunda-feira, 14 de setembro. No primeiro dia, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo vai contratar mais assistentes operacionais. E a FENPROF divulgou resultados de inquérito realizado junto das direções das escolas, segundo o qual 84% das escolas não observa a distância de segurança sanitária.


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