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Sauditas vendem caro um possível futuro acordo com Israel

Rei da Arábia Saudita considerou positivo os acordos de Israel com o mundo muçulmano. Mas quis impor solução para o problema iraniano antes de avançar para a paz com Israel. Uma aposta de altíssimo risco.
26 Setembro 2020, 13h00

“A questão palestiniana está enterrada. Restará apenas colocar uma placa comemorativa em algum lugar da Cisjordânia. No novo Oriente Médio, que emerge para o século XXI, a causa palestiniana será um conflito marginal, periférico”. A sentença, do comentador de política internacional Alain Frachon, é uma armadilha que envolve vários países e que deixa no epicentro do problema não os Estados Unidos ou Israel, mas a Arábia Saudita.

A mais importante nação muçulmana do mundo está por estes dias tremendamente ativa em termos diplomáticos, como pode concluir-se pelo facto, determinante entre outros, de desde 1957 nenhum rei saudita ter alguma vez feito um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque. Nesta terça-feira, através de um vídeo pré-gravado, o guardião de Meca e Medina, rei Salman bin Abdulaziz – que herdou o trono em 2015 – exigiu “uma solução global e uma posição internacional firme diante da tentativa do Irão de se equipar de armas de destruição em massa”, o que estará a fazer “aproveitando o acordo de 2015” – que os Estados Unidos renegam, mas que os parceiros europeus dizem defender até ao fim.

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