[weglot_switcher]

Paulo Macedo “disponível” para mais um mandato à frente da Caixa

Questionado sobre se estaria disponível para mais um mandato Paulo Macedo respondeu que “sim, estou”. E adiantou que “há muito trabalho que poderia fazer na Caixa”.
Cristina Bernardo
5 Novembro 2020, 17h59

A menos de dois meses de acabar o mandato enquanto presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo mostrou-se “disponível” para continuar no leme do banco do Estado.

Durante a conferência de imprensa da apresentação de resultados trimestrais, Paulo Macedo foi questionado sobre se estaria disponível para mais um mandato e respondeu  “sim, estou”. E adiantou que “há muito trabalho que poderia fazer na Caixa”.

“Há uma enormidade de desafios para fazer na banca. É um setor com as margens estagnadas em Portugal, onde as pessoas mostram que querem ir cada vez menos às agências e fazer as operações à distância”, disse.

“Há que fazer todo o investimento nos canais digitais. Da mesma maneira que os clientes vão menos aos ATMs, fazem mais transferências. Será uma das prioridades da Caixa para 2021-2024, fazendo a inclusão no digital e no sentido de dotar as pessoas de meios alternativos”.

Além da parte digital, há ainda os desafios em termos de risco e em termos de rentabilidade, sem esquecer os desafios da consolidação da banca, “com uma procura de sinergias e de menores bancos”, disse o CEO da CGD.

Paulo Macedo foi também questionado sobre se já teriam sido encetados contactos com a tutela, o Ministério das Finanças, mas optou por não tecer comentários.

O CEO do banco público confirmou ainda que as Finanças abordaram a empresa de caça-talentos Egon Zhender para escolher o futuro board do banco. Sobre a contração deste tipo de empresas especializadas em recursos humanos, Paulo Macedo disse “é uma prática normal”.

No acumulado do ano, até setembro de 2020, o resultado da CGD caiu 39% em termos homólogos, para 392 milhões de euros. A evolução negativa do resultado deveu-se essencialmente à constituição de imparidades para crédito no valor de 220 milhões de euros por causa do impacto da Covid-19 na economia.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.