A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a procurar novos instrumentos financeiros para ajudar a preencher um défice de 28 mil milhões de dólares (23 mil milhões de euros) em ferramentas de combate à Covid-19, avançou a “Reuters” esta terça-feira.
“Neste momento, o financiamento é o que nos separa de uma recuperação rápida dos efeitos da pandemia”, referiu Bruce Aylward, um conselheiro sénior da OMS à margem de uma reunião da ONU em Genebra. “É um verdadeiro desafio no ambiente fiscal de hoje”, garantiu.
Em causa está a aliança de vacinas da OMS e da GAVI para fornecer aos países pobres testes de diagnóstico, medicamentos e vacinas através de um fundo conhecido como acelerador de acesso às ferramentas (ACT na sigla inglesa) Covid-19 , criado em abril de 2020. Bruce Aylward, que também é coordenador da ACT, assegurou que empréstimos concessionais e títulos de catástrofe foram temas discutidos numa reunião do conselho do ACT na segunda-feira, um encontro co-presidido pela Noruega e África do Sul.
Aylward garantiu que a OMS e seus parceiros estão em negociações com a Pfizer para incluir a sua vacina Covid-19 como parte de uma implementação global antecipada. O conselheiro da OMS contou ainda que existe um “forte compromisso” por parte do CEO da Pfizer, Albert Bourla, para definir os preços em níveis adequados para as populações mais pobres.
O Canadá prometeu gastar 313,18 milhões de euros para apoiar os testes, tratamentos e vacinas Covid-19 em países pobres, incluindo tratamentos com anticorpos, anunciou a ministra da Ajuda Internacional, Karina Gould.
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