A companhia aérea portuguesa esteve em destaque esta quarta-feira na Assembleia da República com acusações do Partido Comunista Português (PCP) e Bloco de Esquerda (BE) ao CDS-PP pelas decisões do partido em relação à TAP nos anos de governação conjunta com o PSD.
“Não podemos deixar de repudiar a forma desonesta politicamente como está a ser colocado por parte de alguns partidos e aqui destaco o CDS e PSD”, referiu Bruno Dias do PCP sublinhando ainda que quando a direita fala “em não ter complexos ao setor publico e setor privado às nacionalizações e privatizações nós observamos, de forma muito concreta, como têm sido as experiências: os senhores tão depressa nacionalizam prejuízos como privatizam lucros”.
Bruno Dias considerou que a “TAP tem vindo a atravessar uma situação com enormes ameaças e com problemas da maior gravidade, mas sem dúvida que um problema que não é pequeno, nem é pouco relevante para a TAP é a demagogia, o populismo e o oportunismo político daqueles que na esfera politico partidária aproveitam a situação da TAP para fazer guerrilha e que aproveitam a crise pandémica para apostar no âmbito social e para pedir a cabeça aos trabalhadores e aos seus direitos”.
Depois dos comunistas, foi o Bloco de Esquerda que apontou críticas aos centristas. “A forma como a direita, tem feito audição após audição, denota bem a falta de seriedade com que o CDS está neste debate”, garantiu a deputada bloquista Isabel Pires.
Para o BE é importante “perceber os resultados desastrosos da privatização que o Governo de PSD e CDS provocaram”. Isabel Pires frisou ainda que os partidos à direita “deram uma empresa estratégica para a economia portuguesa a um acionista privado”, referindo-se à época em que CDS e PSD lideraram Portugal, com Pedro Passos Coelho como primeiro-ministro. “Como é que o PSD e CDS continuam a defender um modelo privado?”, questionou-se a deputada.
Por sua vez, o deputado do CDS-PP, João Gonçalves Pereira explicou que o tema “implica discussão” e na sua opinião “o PCP e BE não querem fazer a discussão”. O centrista assume que defende a gestão privada apesar de reconhecer “que há problemas”. No entanto, João Gonçalves Pereira não deixou de salientar que a sua “declaração politica demonstra por A mais B que o senhor Neeleman não tinha direito a 55 milhões de euros e PCP e Bloco de Esquerda não dizem nada”, apontando que existe um “total conforto” à esquerda com o dinheiro cedido pelo Estado a David Neeleman, que deixou de fazer parte do capital da TAP em 2020.
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