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Bolha prestes a rebentar? Bitcoin faz trajetória da euforia das túlipas e das empresas ‘dotcom’

Em três anos, a bitcoin multiplicou o valor por quase 60, mas o ‘rally’ tem tido muitos percalços pelo caminho. Numa base anualizada, o disparo da criptomoeda foi mais lento do que em outras bolhas.
17 Janeiro 2018, 12h57

A volatilidade da bitcoin tem levado questões sobre a possibilidade de uma bolha, que se intensificaram desde o mês passado. O boom da criptomoeda foi interrompido por uma queda a pique, de quase 48%, desde dia 18 de dezembro. Segundo dados da Bloomberg, a trajetória do valor da bitcoin não é muito diferente da percorrida por outros ativos famosos pelas bolhas que causaram.

“Não ter um valor fundamental claro e ser um mercado amplamente não regulamentado, associado a uma história construtiva de grandes desilusões, faz com que seja, mais que qualquer outra coisa que encontremos nos livros de história, a definição de bolha”, defendeu o estratega-chefe de investimento da GMO, Jeremy Grantham, numa nota, citada pela agência de notícias.

Em três anos, a bitcoin multiplicou o valor por quase 60, mais que a túlipa nos anos de 1630 e comparável às empresas ‘dotcom’ nos anos 1990. No entanto, mesmo que a tendência tenha sido de subida, nos últimos anos, tem conhecido vários percalços pelo caminho. Numa base anualizada, o disparo da criptomoeda nos últimos três anos tem sido mais lento do que em outras bolhas, como é o caso da Mississippi e da South Sea.

Apesar de grande parte dos analistas apontar que o rally da criptomoeda ainda não chegou ao fim, há vários problemas, a começar pela falta de enquadramento regulatório. Outras questões prendem-se com a própria configuração da criptomoeda (incluindo limitações de escala e funcionalidades), mas também com a forte concorrência que é atualmente alvo dentro do sector.

 


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