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Nova Iorque: o sexo, a cidade e agora o governo do estado

Cynthia Nixon, uma das quatro protagonistas da série “O sexo e a cidade”, quer substituir o papel de advogada com pouca paciência para homens por um bem mais real: o de governadora de Nova Iorque. Pelos democratas.
12 Março 2018, 07h07

Cynthia Nixon, Sarah Jessica Parker, Kim Cattrall e Kristin Davis são possivelmente o quarteto mais conhecido da face da terra no que diz respeito a séries televisivas: as suas fobias, desencontros, namoricos, desilusões e infidelidades encheram de felicidade a algumas lágrimas milhões de consumidores fiéis da série (e dos filmes) da produtora HBO “Sex and the City”.

Mas agora Nixon – que não tem qualquer parentesco com um presidente norte-americano que também se chamava assim – quer deixar essas realidades virtuais e descer à terra, mais propriamente ao governo do estado de Nova Iorque – cidade onde nasceu, em 1966.

Democrata reconhecida e muito envolvida em questões ligadas à educação, a atriz de 51 anos e mãe de três filhos está a considerar seriamente concorrer às primárias democratas de setembro próximo, quando o partido escolher o seu candidato.

Aparentemente, e segundo os jornais norte-americanos, serão umas primárias renhidas: para além do próprio Andrew M. Cuomo, atual governador de Nova Iorque – que deverá recandidatar-se, Nixon terá ainda de bater Stephanie Miner, antiga governadora de Siracusa, e o ex-senador estadual Terry Gibson. Serão por isso quatro as candidaturas às primárias democratas, o que transforma as eleições numa dificuldade para a atriz, tanto mais que Cuomo tem feito uma prestação considerada genericamente muito positiva.

Seja como for, Cynthia Nixon já está numa fase de pré-lançamento da sua candidatura. Segundo os jornais, ao longo das últimas semanas, estabeleceu diversos contactos com políticos democratas veteranos e influentes, para testar no terreno até que ponto conseguiria protagonizar uma candidatura vencedora.

Por outro lado, Cynthia Nixon não se tem coibido de falar publicamente de aspetos que têm a ver com a cidade de Nova Iorque – mesmo que isso a obrigue a entrar em confronto com o atual governador. Exemplo disso são as críticas que a atriz tem avançado publicamente em relação a questões de transporte, nomeadamente no que tem a ver com o sistema metropolitano da cidade, administrado pela Metropolitan Transportation Authority (MTA) e supervisionado por Cuomo, e que é uma das suas maiores vulnerabilidades.

Cynthia já conseguiu um sinal positivo: Cuomo não demorou a atacar a atriz, acusando-a de não ter qualquer carreira ou relevância política e de pretender apelas alavancar uma nova fase da sua vida através do estatuto de celebridade. “O reconhecimento do nome é relevante quando tem alguma coisa mais. Se é apenas um reconhecimento pelo nome, espero que Brad Pitt, Angelina Jolie ou Billy Joel não participem na corrida, porque então eu teria realmente um problema”.

Outro problema que Cynthia poderá ter de enfrentar é a forma como o eleitorado reagirá ao facto de, depois de ter sido casada mais de uma década com um fotógrafo e professor, Danny Mozes, e de com ele ter tido dois filhos, estar agora casada com a ativista LGBT Christine Marinoni, com quem teve o seu terceiro filho.


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