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Wall Street fecha mista em dia de PIB melhor que o esperado

A NYSE fechou mista com o Dow Jones em contraciclo. Isto num dia em que foi conhecido que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos aumentou 2,3% no primeiro trimestre de 2018 graças à contribuição positiva do investimento, inflação, volume de exportações e aumento dos gastos públicos. O número excede a previsão do consenso de 2%.
27 Abril 2018, 21h43

A bolsa de Nova Iorque fechou mista, com o Dow Jones a perder 0,05% para os 24.311,19 pontos; o Nasdaq a subir muito ligeiramente  (0,02% para 7.119,8 pontos) e o S&P 500 a crescer 0,11% para 2.669,91 pontos.

Na sessão desta sexta-feira,  a Exxon Mobil (-3,8%),  a Apple (-1,15%) e a Caterpillar (-1,08%) pesaram no Dow Jones. No verde, a Verizon (+ 3,7%), a Nike (+ 2,2%) e a Chevron (+ 1,9%)  destacaram-se.

Nos ganhos também foi notícia a Amazon. A companhia de Jeff Bezos encerra a sessão com um aumento de 3,6%, embora tenha chegado a subir 7% e atingido valores recorde.

De acordo com a 1ª estimativa, divulgada pelo Bureau of Economic Analysis (BEA), no 1º trimestre de 2018 a economia norte-americana cresceu 2,3% face ao trimestre anterior (taxa anualizada), o que compara com um crescimento de 2,9% no 4º trimestre de 2017.

Este comportamento do crescimento real do PIB reflecte principalmente o contributo positivo do consumo privado (0,73 p.p.), do investimento privado (1,19 p.p.), da procura externa líquida (0,20 p.p.) e das despesas públicas (0,20 p.p.). O número excede a previsão do consenso de 2%.

A Reserva Federal deverá agravar a taxa de juro de referência dos EUA por mais quatro vezes em 2018, dizem os economistas após ter sido divulgado o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano. Os dados divulgados mostram crescentes pressões inflacionistas e levarão a Fed a subir as taxas por quatro vezes este ano, em vez das três vezes que eram estimadas em março, consideram os economistas.

É largamente consensual que a instituição liderada por Jerome Powell não irá aumentar as taxas na reunião da próxima semana (a 1 e 2 de Maio). O índice de custo de trabalho, um indicador da evolução dos salários, aumentou 0,8% no primeiro trimestre. Este é o ritmo mais elevado na última década. “Não são dados que mereçam um grande alarme, mas apoiam a nossa nova estimativa de quatro subidas das taxas este ano em vez de três”, diz Ian Shepherdson, economista-chefe na Pantheon Macroeconomics.

Os investidores também acompanharam de perto na sexta-feira a reunião entre líderes da Coreia do Norte e da Coreia do Sul, que ocorreu na fronteira entre os dois países e que mostrou grande progresso com vista à desnuclearização da península coreana. A reunião entre Trump e Kim Jong-un vai realizar-se muito em breve, disse o presidente dos EUA, isto depois do acordo para uma situação de paz permanente na península.

Em solo americano, a chanceler alemã, Angela Merkel, deverá reunir-se com o governo de Donald Trump em Washington, pouco depois do encontro entre o presidente dos Estados Unidos e seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

Noutros mercados, os preços do petróleo caem nesta sexta-feira, devido a preocupações sobre o fornecimento de petróleo bruto no Irão. O barril de West Texas, referência nos Estados Unidos, negociou com queda de 0,22%, para 68,04 dólares. Quanto ao Brent, cai 0,39% para 74,45 dólares.

No mercado de moedas, o euro valorizou 0,23% em relação ao dólar, até 1.2131 dólares. Durante o aparecimento desta quinta-feira de Mario Draghi não houve modificação da mensagem do BCE, que ainda não dá pistas sobre quando finalizará seu programa de compra de ativos. As quedas no euro favorecem sempre o bom comportamento da renda variável.

As taxas de juros da dívida americana a 10 anos cairam 2,22 pontos base para 2,9587%.


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