[weglot_switcher]

Morreu o artista plástico Carlos Correia, com 43 anos

Morreu uma das maiores promessas da pintura portuguesa da atualidade. Tinha 43 anos. Carlos Correia era representado desde 2005 pela Galeria Pedro Oliveira (Porto), desde 2006 pela Baginski-Galeria Projectos (Lisboa) e desde 2008 pela Galeria Fucares (Madrid).
30 Maio 2018, 00h22

O pintor Carlos Correia, uma das jovens revelações da atualidade, morreu em Lisboa na noite de sexta-feira para sábado. Tinha 43 anos. A notícia foi dada por um artigo de opinião no Público da autoria de Bernardo Pinto de Almeida.

O pintor deixa obras em diversas colecções públicas e privadas, das quais podemos destacar: Fundação PLMJ; Fundação Engº António Almeida; RAR (Holding); Coleção Teixeira de Freitas; H.S.J.D – Espacio de Arte Contemporâneo de Almagro; Fundação Ilídio Pinho; Coleção Madeira Corporate Services; Coleccion Caja Madrid; Tróia Design Hotel – Contemporary Art Collection; Coleção [Safira&Luis] Serpa; Fundação Pedro Barrie de la Maza; Masteschitz Collection, Salzburg, Deutsche Bank, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em 2012 criou a editora LOSSOFAURA na qual editou, até ao momento, sete Livros de Artista.
Em 2013 foi nomeado para a short list do Projecto 100 Painters of Tomorrow, da editora Thames & Hudson.

Licenciado em Artes Plásticas pela ESAD, Carlos Correia, fez o Projecto Individual em Pintura no Ar.Co.

Era mestre em Artes Visuais pela Universidade de Évora e frequentava o 3º ano do Doutoramento em Belas Artes-Pintura na FBAUL.

Era representado desde 2005 pela Galeria Pedro Oliveira (Porto), desde 2006 pela Baginski-Galeria Projectos (Lisboa) e desde 2008 pela Galeria Fucares (Madrid). Era desde 2006, professor de Teoria e Prática da Pintura na Arte Ilimitada – Escola de Artes Visuais (Lisboa).

De entre várias exposições individuais, destaque para Carlos Correia – Pintura (Galeria Luísa Strina, São Paulo, 2008); Moon and Something Else… (Galeria Pedro Oliveira, Porto 2009); Ensaio (Baginski Galeria Projectos, Lisboa, 2010); Supervivencia (Galeria Fucares, Madrid 2012); Le Plaisir  au Dessin (Appleton Square, Lisboa, 2012); La Place du Spectateur I (Mews Project Space, Londres, 2013); La Place du Spectateur II (Baginski Galeria Projectos, Lisboa, 2013); quadro / mesa (Galeria Pedro Oliveira, Porto, 2013/14).

Expunha com regularidade desde 2004 em Lisboa (ex.: Baginski – Galeria Projectos, Fundação Calouste Gulbenkian); Porto (ex.: Galeria Pedro Oliveira); Londres (ex.: The Mews, The Mayor’s Parlour); Madrid (ex.: Galeria Fucares, Círculo de Bellas Artes); São Paulo (ex.: Galeria Luisa Strina), entre outros.
Carlos Correia nasceu em Lisboa em 1975 e estudou na Escola Superior de Belas Artes e Design das Caldas da Rainha. Para além de estar a fazer o doutoramento na FBAUL, estava a fazer uma pós-graduação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Foi casado com a artista Cecília Costa.

“No espaço ténue, sombrio, da arte portuguesa actual, dominado por interesses de circunstância, que desmerecem, antes do mais, os próprios artistas, o seu desaparecimento deixa um vazio idêntico ao dessas silhuetas que ele tantas vezes colocou diante das obras dos mestres: um espaço esvaziado e sombrio, que nenhuma outra silhueta poderá ocupar. Numa entrevista de 2008, à questão: “Consegue olhar para o seu percurso e sintetizá-lo?” Respondia: “Aprender a levar porrada, e levantar-me com mais força. Não é fácil. Mas quando é bom, é muito bom.””, escreveu Bernardo Pinto de Almeida no Público. “Homem e artista sério, bom talentoso, culto, invulgarmente delicado e sensível, pôs em quanto fez dedicação e profundidade. Inesperada perda que nos deixa mais pobres, e à arte portuguesa”, acrescenta.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.