O pintor Carlos Correia, uma das jovens revelações da atualidade, morreu em Lisboa na noite de sexta-feira para sábado. Tinha 43 anos. A notícia foi dada por um artigo de opinião no Público da autoria de Bernardo Pinto de Almeida.
O pintor deixa obras em diversas colecções públicas e privadas, das quais podemos destacar: Fundação PLMJ; Fundação Engº António Almeida; RAR (Holding); Coleção Teixeira de Freitas; H.S.J.D – Espacio de Arte Contemporâneo de Almagro; Fundação Ilídio Pinho; Coleção Madeira Corporate Services; Coleccion Caja Madrid; Tróia Design Hotel – Contemporary Art Collection; Coleção [Safira&Luis] Serpa; Fundação Pedro Barrie de la Maza; Masteschitz Collection, Salzburg, Deutsche Bank, Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
Em 2012 criou a editora LOSSOFAURA na qual editou, até ao momento, sete Livros de Artista.
Em 2013 foi nomeado para a short list do Projecto 100 Painters of Tomorrow, da editora Thames & Hudson.
Licenciado em Artes Plásticas pela ESAD, Carlos Correia, fez o Projecto Individual em Pintura no Ar.Co.
Era mestre em Artes Visuais pela Universidade de Évora e frequentava o 3º ano do Doutoramento em Belas Artes-Pintura na FBAUL.
Era representado desde 2005 pela Galeria Pedro Oliveira (Porto), desde 2006 pela Baginski-Galeria Projectos (Lisboa) e desde 2008 pela Galeria Fucares (Madrid). Era desde 2006, professor de Teoria e Prática da Pintura na Arte Ilimitada – Escola de Artes Visuais (Lisboa).
De entre várias exposições individuais, destaque para Carlos Correia – Pintura (Galeria Luísa Strina, São Paulo, 2008); Moon and Something Else… (Galeria Pedro Oliveira, Porto 2009); Ensaio (Baginski Galeria Projectos, Lisboa, 2010); Supervivencia (Galeria Fucares, Madrid 2012); Le Plaisir au Dessin (Appleton Square, Lisboa, 2012); La Place du Spectateur I (Mews Project Space, Londres, 2013); La Place du Spectateur II (Baginski Galeria Projectos, Lisboa, 2013); quadro / mesa (Galeria Pedro Oliveira, Porto, 2013/14).
Expunha com regularidade desde 2004 em Lisboa (ex.: Baginski – Galeria Projectos, Fundação Calouste Gulbenkian); Porto (ex.: Galeria Pedro Oliveira); Londres (ex.: The Mews, The Mayor’s Parlour); Madrid (ex.: Galeria Fucares, Círculo de Bellas Artes); São Paulo (ex.: Galeria Luisa Strina), entre outros.
Carlos Correia nasceu em Lisboa em 1975 e estudou na Escola Superior de Belas Artes e Design das Caldas da Rainha. Para além de estar a fazer o doutoramento na FBAUL, estava a fazer uma pós-graduação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Foi casado com a artista Cecília Costa.
“No espaço ténue, sombrio, da arte portuguesa actual, dominado por interesses de circunstância, que desmerecem, antes do mais, os próprios artistas, o seu desaparecimento deixa um vazio idêntico ao dessas silhuetas que ele tantas vezes colocou diante das obras dos mestres: um espaço esvaziado e sombrio, que nenhuma outra silhueta poderá ocupar. Numa entrevista de 2008, à questão: “Consegue olhar para o seu percurso e sintetizá-lo?” Respondia: “Aprender a levar porrada, e levantar-me com mais força. Não é fácil. Mas quando é bom, é muito bom.””, escreveu Bernardo Pinto de Almeida no Público. “Homem e artista sério, bom talentoso, culto, invulgarmente delicado e sensível, pôs em quanto fez dedicação e profundidade. Inesperada perda que nos deixa mais pobres, e à arte portuguesa”, acrescenta.
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