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Marcelo Rebelo de Sousa inaugura Centro Português do Surrealismo

O Presidente da República inaugura na sexta-feira o Centro Português do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda de Vila Nova de Famalicão. Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o centro nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, berdadeiro ex-libris do espaço citadino, que foi desenhado nos anos 50,
1 Junho 2018, 18h11

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, inaugura esta sexta-feira o Centro Português do Surrealismo, na Fundação Cupertino de Miranda de Vila Nova de Famalicão. Além da presença do chefe de Estado, a cerimónia conta com a participação do presidente do Conselho de Administração da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, do presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, e de vários artistas de referência do Surrealismo Português, entre outras personalidades do mundo da cultura.

Nesta inauguração será apresentada ao público a exposição ‘O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian’, que possibilita revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período. A mostra representa um estímulo à investigação e compreensão quer de atitudes quer de pensamentos levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade.

O Centro Português do Surrealismo nasce na Fundação Cupertino de Miranda que tem atualmente uma coleção de mais de três mil obras ligadas ao surrealismo, nomeadamente de Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas, num total de 130 artistas.

“A qualidade, a diversidade e os atributos da coleção” justificaram, desde a primeira hora, a criação deste novo espaço “mais amplo e com excelentes condições de visita”, como explica o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves.

O Centro Português do Surrealismo vai integrar uma sala de exposições com cerca de 400 metros quadrados, afirmando-se como “um espaço cultural único na região”, como refere o responsável. Para António Gonçalves, a nova estrutura que se pretende afirmar num futuro próximo como “um espaço incontornável de visita para quem está a estudar e se interessa pela arte moderna”, pretende ser “não só um depósito, mas um centro ativo de estudo e investigação do surrealismo”.

O edíficio

Da autoria do arquiteto João Mendes Ribeiro, o Centro Português do Surrealismo nasce da adaptação do emblemático edifício da Fundação Cupertino de Miranda, verdadeiro ex-libris do espaço citadino, que foi desenhado nos anos 50. Segundo o arquiteto, o projeto constituiu “um enorme desafio pela ligação entre o passado e o futuro”, mas também “pelo tema da contemporaneidade”.

A principal transformação face ao desenho atual é a passagem do espaço museológico, bem como da oferta formativa, para os primeiros andares do edifício – atualmente localiza-se na torre que compõe o espaço – colocando-o na “linha da frente” de forma a “promover o contacto com a comunidade”.

“Vamos ter um conjunto de expositores que se abrem à cidade, criando uma relação muito forte com o espaço e com as pessoas”, acrescenta João Mendes Ribeiro.

Aquando da apresentação do projeto, em fevereiro de 2017, o autarca de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, descreveu o centro como um “projeto âncora. É inegável o protagonismo que a fundação tem na área cultural quer em Famalicão, quer no país, sendo um dos pilares do concelho. E a fundação, que não vive fechada em si mesma, tem espólios riquíssimos”, disse.

Na altura, tanto Paulo Cunha como o presidente da Fundação Cupertino de Miranda, Pedro Álvares Ribeiro, vincaram o objetivo de tornar Vila Nova de Famalicão “o centro do surrealismo”, criando uma “marca” que gerará “muitos benefícios” como o desenvolvimento da atividade turística ou o estabelecimento de parcerias com empresas e instituições.

A somar às obras de adaptação do edifício, prevê-se ainda uma nova programação e novos custos com o funcionamento do Centro Português do Surrealismo que implicará um investimento na ordem dos 2,5 milhões de euros. A autarquia contribuirá com a atribuição de um apoio financeiro no valor de 300 mil euros, repartidos por quatro anos.


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