Bruxelas vai dar o primeiro passo para que a Netflix, Amazon ou o Youtube cofinanciem redes de banda larga, segundo avança o jornal “El Economista”.
A União Europeia (UE) prepara-se para tornar-se o pesadelo das big tech, após anos de reivindicações das operadoras de telecomunicações europeias, estão a finalmente a ser consideradas as reformas regulatórias, com todos os indícios de se tornarem num padrão comunitário.
Thierry Breton, comissário para o mercado interno e serviços da União Europeia, propôs uma consulta pública sobre a justa contribuição das empresas de big tech, sem colidir com os princípios de neutralidade da rede e com a obrigatoriedade de todos os provedores de acesso à Internet permitirem o acesso a conteúdos e aplicativos independentemente de sua origem.
A Comissão Europeia vai consultar todos os agentes do sector das telecomunicações e dos conteúdos online, sobre a implicação económica das empresas que utilizam pelo menos 10% da capacidade da rede de telecomunicações, uma vez que só as grandes empresas deste sector consomem mais de 65% da largura de banda das empresas de telecomunicações.
É esperado que o consumo de banda larga pelas grandes empresas do sector telecomunicações e dos conteúdos online aumente, uma vez que estão a surgir novos espaços imersivos do metaverso e a explosão da web 3.0.
Esta é uma iniciativa que se foca no diálogo sobre as necessidades de todos os agentes que beneficiam da transformação digital, para que possam contribuir de forma equitativa para os investimentos em infraestruturas de conectividade.
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