Acelerador 5G. KIT-AR vence programa de inovação da NOS e AWS

KIT-AR recebeu pela vitória no programa da NOS e AWS um prémio monetário de 7.500 euros, a que acrescem 100 mil euros em créditos da AWS em suporte técnico e o acesso direto à incubação do projeto na Startup Lisboa.

A KIT-AR venceu o programa Acelerado 5G da NOS e da Amazon Web Services. A startup portuguesa apresentou uma solução de realidade aumentada e machine learning capaz de capacitar os operadores de chão de fábrica, melhorando os processos de produção da indústria. Por isso, recebeu um prémio de 7.500 euros, a que acrescem 100 mil euros em créditos da AWS em suporte técnico e o acesso direto à incubação do projeto na Startup Lisboa.

A KIT-AR foi a que mais se evidenciou entre as 13 startups que chegaram ao ‘Demo Day’ do programa de inovação colaborativa da NOS e AWS, que contou com a parceria da Startup Lisboa, apresentando uma solução que recorre ao 5G e tem um impacto direto na chamada Indústria 4.0.

“Valeu muito a pena ter participado [no Acelerador 5G]”, comentou Manuel Oliveira, CEO da KIT-AR, após o anúncio do vencedor. O gestor revelou que a participação no Acelerador 5G permitiu antecipar passos que a KIT-AR previa realizar só dentro de um ano. Isto é, o projeto da KIT_AR acabou por integrar cenários 5G no desenvolvimento da solução antes do previsto, o que permitiu realizar testes reais com a rede 5G, nesta caso da NOS. “[Esses testes] foram essenciais para validarmos a oportunidade e identificarmos os desafios tecnológicos associados à sua implementação da solução”, acrescentou.

Com o destaque alcançado no Acelerador 5G, Manuel Oliveira afirmou que a KIT-AR ganhou a “confiança de diversos investidores nacionais e internacionais”. “E temos já o interesse firme de investidores para criar novos canais comerciais e desenvolver as oportunidades que o Acelerador 5G e este reconhecimento criaram”, acrescentou.

O que apresentou a KIT-AR?
No Demo Day, fase final que decorreu a 30 de junho, em que as startups apresentam ao júri uma proposta final das suas soluções tecnológicas, a KIT-AR demonstrou uma forma de, através da realidade aumentada e do machine learning, munir os operadores de chão de fábrica com dados que permitem otimizar os processos de produção industrial. Isto porque, segundo dados citados pela startup, o custo da má qualidade da produção afeta entre 5% a 40% da receita gerada.

Assim, a KIT-AR propõe um dispositivo que permite recolher dados mais completos de todos os processo da unidade industrial, essenciais à melhoria da produção. Ora, através da rede 5G, a velocidade a que os dados são tratados em tempo real permitirá disponibilizar ao trabalhador métodos mais precisos e eficazes à produção, o que reduzirá a margem de erro nas linhas de produção.

GOCLEVER com menção honrosa de 2.500 euros.

Além da KIT-AR, que venceu o programa de inovação da NOS e da AWS, o júri atribuiu uma menção honrosa à startup GOCLEVR, que se traduz num prémio monetário de 2.500 euros. Esta startup apresentou uma solução para digitalizar o mundo físico em busca de ganhos económicos. Como? A GOCLEVER cria gémeos digitais tridimensionais dos portos marítimos, utilizando sensores remotos e processamento na cloud, e, através de inteligência artificial, permite análises em tempo-real, automatizar operações, detetar anomalias, remover ineficiências e conseguir operações otimizadas.

O Acelerador 5G chegou ao fim após ter recebido mais de 50 candidaturas de projetos tecnológicos nas áreas da saúde, indústria, ambiente, smart cities, entretenimento ou turismo. Dessas 50 candidaturas, entraram no acelerador 29 startups de Portugal, Brasil, Espanha e México. Chegaram à final 13 startups.

Durante as últimas sete semanas os participantes contaram com o apoio de mentores, através de 150 sessões de mentoria. O júri do Acelerador 5G era composto por Jorge Graça e Pedro Abrantes, da NOS, João Tedim e Marta Sousa Monteiro, da AWS, Duarte Mineiro e Pedro Ribeiro Santos, da Armilar Venture Partners, Miguel Fontes e André Costa, da Startup Lisboa e Carolina Marçalo (mentora do programa).

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“Este será também um grande passo para a nossa internacionalização, uma vez que existe uma parte concreta do programa que nos vai ajudar nesse processo”, comenta o CEO, Miguel Alves Ribeiro.

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