António Costa abre debate no Parlamento com programa de investimentos até 2030

Primeiro-ministro vai ao Parlamento debater investimentos para a próxima década depois de ter lançado esta semana o concurso público para o prolongamento do metro de Lisboa, obra avaliada em 210 milhões.

Miguel A. Lopes / Lusa

O Programa Nacional de Investimentos 2030 foi o tema escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, para abrir o primeiro debate quinzenal deste ano, hoje, na Assembleia da República. Depois do discurso inicial de António Costa, seguem-se as intervenções dos partidos, começando pela bancada do PSD. A seguir serão as bancadas do BE, do CDS-PP, do PCP, do PEV e do PAN a interpelar o líder do executivo socialista. O grupo parlamentar do PS será o último a intervir.

Nesta última semana, António Costa colocou como tema central da sua agenda a questão do investimento público em projetos de infraestruturas a realizar em Portugal ao longo dos próximos anos, participando em sessões diversas sempre acompanhado pelo ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques.

Na segunda-feira, em Marco de Canavezes, no distrito do Porto, o primeiro-ministro presidiu à cerimónia de lançamento para o concurso de aquisição de 22 novos comboios da CP, na qual defendeu a tese de que o país está no “momento certo” para dar prioridade ao investimento público, considerando-o “absolutamente essencial” num cenário de abrandamento da economia global.

No dia seguinte, o líder do executivo esteve na assinatura do acordo com a ANA para a expansão do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, e a transformação da base aérea do Montijo em aeroporto civil – um projeto que representa um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 e que o primeiro-ministro considerou estar a arrancar com 50 anos de atraso.

Na quarta-feira, António Costa esteve no lançamento do concurso para o prolongamento do Metropolitano de Lisboa, com a construção das novas estações de Santos e da Estrela, passando a rede de metro a ligar a atual linha verde à amarela.

O investimento desta obra está avaliado em 210 milhões de euros até 2023, prevendo-se que a adjudicação do projeto se conclua em junho ou em julho e que o início das obras tenha lugar em outubro.

Perante estes sucessivos anúncios de novas obras públicas no país, o primeiro-ministro rejeitou aos jornalistas a ideia de o Governo estar a lançar obras públicas por eleitoralismo, no último ano da legislatura.

“Não, não arrancou a campanha eleitoral. Esta é uma semana onde tem sido possível sinalizar a importância que o investimento público, finalmente, tem condições para poder ter”, justificou.

Ler mais
Recomendadas

Parlamento discute fim da fixação de preços no setor do táxi

Os sociais-democratas consideram que esta prática restringe a concorrência e impede a “normal resposta da oferta a diferentes condições da procura, em detrimento da eficiência económica”.

Resolução do BES está a ser feita às prestações, diz presidente do Fundo de Resolução

“O que aconteceu em Portugal, é que o Fundo de Resolução foi criado em 2012, e em 2014, tinha apenas 337 milhões de euros”, salientou Máximo dos Santos. O Fundo de Resolução já pagou 466 milhões de euros em juros e comissões ao Estado, com as medidas de resolução, explicou Máximo dos Santos.

Nuno Melo: “O PPE fez muito mais do que os socialistas no caso da Roménia”

Eurodeputado português participou na reunião em que foi decidido, quase por unanimidade, suspender o Fidesz, partido do polémico primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán.
Comentários