A taxa de juro implícita no crédito habitação subiu para 3,101% em junho. Da prestação média de 411 euros, 202 correspondem a juros — 49,1% do valor mensal não reduz um cêntimo da dívida.
Lisboa representou 35,7% das operações de crédito habitação em junho, depois de ter estado acima de metade no mês anterior. Uma queda de quase 17 pontos percentuais em 30 dias.
Em junho, a aquisição de imóvel representou 46,3% das operações de crédito habitação e a transferência 44,6%. A diferença reduziu-se a 1,7 pontos percentuais, quando há um ano ultrapassava os 19.
A partir de agosto, quem troca de casa passa a estar sujeito ao limite geral de 90% de financiamento. Desaparece a exceção que permitia financiar a totalidade do valor do imóvel em operações de troca.
Os clientes com menos de 35 anos entram com uma poupança média de 43.913 euros e pagam 804 euros de prestação num crédito a 40 anos. Estão perto do limite das três variáveis regulatórias em simultâneo.
Os prazos mais usados no crédito habitação avançaram nos dias que antecederam a reunião do banco central, refletindo a expectativa de novo aumento de juros.