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Economize Habitação

Quem compra casa contrata 36 anos de crédito e quem transfere fica-se pelos 30

Em agosto, o prazo médio dos créditos de aquisição foi de 36 anos, contra 30 anos nas transferências. A diferença de seis anos não é preferência: é a assinatura das novas regras macroprudenciais do Banco de Portugal, que apertaram a taxa de esforço e empurraram os compradores para prazos mais longos.

Estrangeiros são 18,7% de quem compra casa com crédito e apenas 7,7% de quem transfere

Nas operações de aquisição de crédito à habitação intermediadas pelo ComparaJá em agosto, 18,7% dos titulares têm nacionalidade estrangeira. Nas transferências, essa proporção cai para 7,7%. A diferença não mede discriminação, mas calendário: transferir exige ter um contrato com anos, e quem chegou mais tarde ainda não o tem.

Um crédito de compra financia 238.933 euros e um transferido apenas 155.434

Em agosto, um crédito de aquisição financiou em média 238.933 euros e um crédito transferido apenas 155.434 euros. São 83.499 euros de diferença entre as duas metades do mercado, e a média nacional de 204.359 euros cai exatamente no meio, num ponto onde quase ninguém está.

A aquisição volta a valer 54,6% das operações e a transferência recua para 39,8%

Em agosto, as aquisições subiram para 54,6% das operações de crédito à habitação intermediadas pelo ComparaJá, enquanto as transferências recuaram para 39,8%. Em dois meses, a distância entre os dois produtos passou de quatro pontos a favor da transferência para quase quinze a favor da compra.

Um crédito novo paga 850 euros de prestação, mas a média nacional do conjunto é de 436

A prestação média do stock de crédito habitação é de 436 euros, mas quem contrata hoje paga 850 euros se tiver menos de 35 anos. A diferença não é erro de medição — é o que acontece quando se misturam três décadas de contratos antigos com a realidade do mercado de 2026.

A entrada de quem compra depois dos 35 equivale a 56% do valor que pede ao banco

A entrada inicial média de quem compra a partir dos 35 anos é de 117.158 euros — cerca de 56% do montante financiado. Nos compradores mais jovens, esse rácio cai para 17%. A diferença não é de grau: é de natureza, e explica por que as medidas de apoio centradas na prestação mensal produzem menos efeito do que se espera.
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