Endesa avisa: a partir de 1 de janeiro não há centrais elétricas de apoio que evitem apagões

“O sistema elétrico, a partir de 1 de janeiro, não tem retaguarda de centrais que respondam às necessidades do consumo, da procura", disse, em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, Nuno Ribeiro da Silva.

O presidente da Endesa alertou para que, a partir do início do próximo ano, não existem centrais elétricas de apoio que evitem apagões. Numa entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, divulgada este domingo, Nuno Ribeiro da Silva explicou que, formalmente, as centrais deixam de estar obrigadas a ‘estatuto de prontidão’, que são necessárias para evitar um colapso da rede elétrica.

“O sistema elétrico, a partir de 1 de janeiro, não tem retaguarda de centrais que respondam às necessidades do consumo, da procura, quando não existe produção de eletricidade suficiente por parte, nomeadamente, dos geradores a vento, dos geradores a água, dos geradores sol, ou das cogerações”, afirmou, em declarações à rádio e ao diário de economia.

Na opinião do dirigente da energética, têm de haver sempre centrais em prontidão, “como um sentinela ou como um polícia de giro, para poder atuar quando é necessário lançar novas centrais a gerar eletricidade para que não haja um colapso da rede elétrica”.

Em causa está o facto de, formalmente, deixarem de estar obrigados a estatuto de prontidão. “Portanto, ninguém poderá vir a reclamar sobre os proprietários das centrais térmicas que não tenham um contrato de garantia de potência que elas não respondam numa situação de crise se forem solicitadas”, realçou Nuno Ribeiro da Silva.

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