Incêndios: Chamas em Monchique já queimaram perto de 27 mil hectares

O incêndio que deflagrou na sexta-feira em Monchique já destruiu perto de 27 mil hectares, segundo a última atualização disponibilizada pelo Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais (EFFIS).

Miguel A. Lopes/Lusa

De acordo com os dados mais recentes, no incêndio que começou em Perna da Negra (Monchique) tinham ardido 26.957 hectares, mais de metade dos 41 mil que a área destruída na mesma região em 2003, nos concelhos de Monchique, Portimão, Aljezur e Lagos.

O fogo de Monchique (Algarve) já destruiu cinco vezes mais do que toda a área ardida este ano em todo o país, até 15 de julho (5.327 hectares).

O maior incêndio, em termos de área ardida, que este ano se tinha verificado até à semana passada em território nacional era o da Guarda onde, em fevereiro, arderam 86 hectares.

Segundo informações divulgadas hoje pela Proteção Civil, o perímetro do incêndio de Monchique já ultrapassa os 100 quilómetros.

A Proteção Civil atualizou também o número de feridos em 39, mantendo-se apenas um grave.

No ano passado, as chamas destruíram mais de 440 mil hectares, o pior ano de sempre em Portugal, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Quanto aos maiores incêndios em termos de área ardida, ocorridos no ano passado, no topo da lista aparece o que teve origem no dia 15 de outubro, em Seia/Sandomil, no distrito da Guarda, que destruiu 43.191 hectares.

Pelas 20:50, e de acordo com o ‘site’ da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), combatiam as chamas em Monchique mais de mil operacionais, apoiados por cerca de 500 viaturas.

O incêndio está “globalmente estabilizado”, informou hoje, ao início da noite, a 2.ª comandante operacional nacional da Proteção Civil, Patrícia Gaspar.

O incêndio rural, combatido por mais de mil operacionais, deflagrou na sexta-feira à tarde em Monchique, no distrito de Faro, e atingiu também o concelho vizinho de Silves, depois de ter afetado, com menor impacto, os municípios de Portimão (no mesmo distrito) e de Odemira (distrito de Beja).

Na terça-feira, ao quinto dia de incêndio, as operações passaram a ter coordenação nacional, na dependência direta do comandante nacional da Proteção Civil, depois de terem estado sob a gestão do comando distrital.