Reparar em vez de comprar: estender a vida útil do smartphone pode diminuir a pegada ecológica

A indústria dos smartphones é responsável por 41 milhões de toneladas de lixo eletrónico em todo o mundo. Portugal é já o 8.º país com mais telemóveis per capita. A solução para um problema em crescimento exponencial pode muito bem passar pela reparação e recondicionamento.

 

O peso da indústria tecnológica faz-se sentir cada vez mais nos dados de emissões de gases de efeito de estufa e nas estatísticas de desperdício e by-product industrial — e não deveria ser novidade nenhuma.

De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas, em todo o mundo são gerados todos os anos cerca de 41 milhões de toneladas de lixo eletrónico, isto é, o desperdício criado quando equipamentos eletrónicos como smartphones, tablets, computadores, televisões e outros aparelhos são descartados pela sua falta de utilidade.

Por exemplo, só no espaço europeu, cada habitante gera em média 15,6 kg de lixo eletrónico por ano (dados da ONU) e sabe-se já que até 95% das emissões de dióxido de carbono podem estar associadas à extração de materiais raros, essenciais para o fabrico de novos smartphones, como explica Vânia Guerreira, a Diretora de Marketing e Comunicação da iServices.

“Estes materiais são obtidos a partir de recursos do planeta e nem sempre as formas de extração asseguram princípios éticos e/ou sustentáveis”, adianta referindo que “uma boa forma de proteger o futuro do planeta Terra, ou de pelo menos ter um contributo para a causa, passa por investir na durabilidade dos nossos equipamentos”.

Mas como se mede esta vida útil num mundo em constante atualização, onde anualmente todos os novos modelos prometem inovações disruptivas? Será tão linear assim que um modelo de equipamento se torne obsoleto de um ano para o outro?

Atualmente, cerca de 45% da população mundial utiliza smartphones e a maioria dos utilizadores troca estes equipamentos a cada 1 ou 2 anos. Se para os fabricantes e vendedores esta é a constatação de um fluxo de negócio sustentável, a sustentabilidade acaba aí, garante Vânia Guerreiro.

 

Vânia Guerreiro, Diretora de Marketing e Comunicação da iServices

“É natural que, por vezes, existem danos que são irreparáveis e é nessa altura que devemos ponderar se adquirir um equipamento novo é a melhor opção”, acede. Ainda assim, grande parte das novas compras é feita por motivos que potencialmente não justificam um novo equipamento, seja uma bateria degradada, um mau contacto no carregador, um ecrã partido ou um dano num componente interno (câmara, microfone ou sistema de som). “Reparar o telemóvel, em vez de comprar um novo, é quase sempre a opção recomendada, uma vez que está comprovado que nos dias de hoje qualquer smartphone consegue manter uma boa performance quatro a cinco anos”, explica Vânia Guerreiro.

Apesar de existir um segmento da população que adquire um novo equipamento mal este é lançado, seja por interesse e curiosidade tecnológicos ou pelo estatuto adquirido ao possuir o mais recente equipamento é de consenso geral entre a comunidade científica que este ritmo de consumismo e desperdício é insustentável.

“É necessário mudar o pensamento automático de ‘tenho de comprar um smartphone novo’, quando adquirir um equipamento semi-novo é uma boa forma de diminuir o lixo eletrónico e poupar na carteira”, diz Vânia Guerreiro. “Os smartphones representam um investimento muito significativo, pelo que adquirir equipamentos recondicionados é uma opção que permite, simultaneamente, gastar um valor consideravelmente mais baixo e obter um telemóvel completamente funcional”.

Um equipamento recondicionado (usado, seminovo ou refurbished) não é considerado pelos vendedores como “novo em folha”, mas a verdade é que foi pouco ou nada utilizado e as suas componentes internas estão ao nível de performance de um telemóvel novo. O motivo que os levou a ser devolvidos ou obtidos em programas de retoma é sempre endereçado no recondicionamento e, de seguida, estes equipamentos são colocados à venda mas por um preço bem mais atrativo — e pelo meio ajudam a evitar o desperdício eletrónico.

“É certo que poucas coisas nos perturbam mais do que ficarmos privados do nosso smartphone”, conclui Vânia Guerreiro. O nosso equipamento pessoal tornou-se “uma espécie de extensão do nosso corpo e representa um elemento central do nosso dia-a-dia. Por isto, se por alguma razão ficar privado de usar o seu, a iServices é a marca de que se deve lembrar para o aconselhar”.

As consequências ambientais das nossas escolhas dificilmente terão uma única solução. Mas enfrentar o problema, à luz da economia circular, começa pelas pequenas escolhas do nosso quotidiano, como reparar em vez de comprar.

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a iServices.

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