Quase dois terços das noites reservadas em Portugal, em 2022, através da plataforma Airbnb, correspondem a estadias fora dos dois principais centros urbanos, Lisboa e Porto. A partilha de casa própria é cada vez mais importante para as famílias portuguesas, já que permite fazer crescer os rendimentos. Deste modo, as suas carteiras podem respirar maior segurança financeira num contexto de perda generalizada de poder de compra.
De acordo com as conclusões de um estudo do Airbnb, divulgadas pela plataforma, o anfitrião comum da plataforma em Portugal acumulou cerca de 4.900 euros em 2021, valor equivalente a cerca de quatro vezes o salário mínimo. A maioria (oito em cada dez) dos anfitriões tem uma única casa ou um quarto e quase metade dos anfitriões diz que as receitas que chegam pelos arrendamentos realizados através da plataforma ajudam-nos a pagar as próprias casas, assim como a cobrir outros gastos. São 54% os que dizem utilizar o rendimento para fazer melhorias ou renovar a casa.
A juntar a isto, cerca de um terço dos anfitriões fez saber que um dos motivos que os faz acolher viajantes é ganhar algum dinheiro, que permita compensar os aumentos de preços recentes.
Os anfitriões estão também a contribuir para que os hóspedes fiquem a conhecer os espaços para onde viajam. Foram 82% os que fizeram recomendações de serviços perto do alojamento, ao passo que 70% recomendam aos hóspedes visitarem locais menos conhecidos, de tal forma que cerca de metade das despesas totais dos hóspedes correspondem a serviços nas proximidades do alojamento. O contributo foi tal que apoiou quase 39 mil empregos.
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