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Será que o dinheiro traz felicidade? Dois estudos norte-americanos divergem nas conclusões

A resposta parece óbvia mas duas universidades dos EUA optaram por estudar a fundo o tema e perceber a partir de que orçamento é que isso se torna uma realidade.
inflação
29 Março 2023, 18h55

O dinheiro traz felicidade? É uma dúvida comum à qual alguns estudos tentam dar uma resposta concreta mas nunca definitiva. E aparentemente, os dois estudos mais conhecidos divergem na conclusão.

Um estudo realizado pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, em 2010, concluiu que as pessoas com mais dinheiro conseguem comprar satisfação na vida, mas esse poder de compra não traz felicidade. Os estudiosos chegaram à conclusão que a partir de uma fortuna acumulada acima de 75 mil dólares, existe uma tendência de estagnação para aquilo que é definido como “felicidade”.

Já a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, realizou uma investigação em 2021 que contradiz as conclusões da Universidade de Princeton. A investigação desta universidade conclui que mesmo acima da fasquia de 75 mil dólares, o tal conceito de “felicidade” continua a evoluir.

O estudo mais recente indica que para a maioria das pessoas, não há um limite de orçamento definido para que seja mais ou menos feliz. Os participantes indicaram que o seu bem-estar evolui juntamente com o reforço do orçamento.

Desta forma, e de acordo com os estudos publicados, e como seria de esperar, o dinheiro parece trazer alegria e satisfação, mas naturalmente, o seu efeito é diferente em cada indivíduo. Matthew Killingsworth, um dos investigadores da Universidade da Pensilvânia, afirma que “o dinheiro é apenas um dos muitos determinantes da felicidade”, salientando que “o dinheiro não é o segredo para a felicidade, mas provavelmente, pode ajudar”.


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