O PAN alertou para a falta de segurança que se faz sentir no Funchal, Câmara de Lobos e em Santa Cruz, tendo defendido a criação de uma Polícia Metropolitana.
O partido defendeu que uma das maneiras de resolver a “insuficiência de efetivos” policiais na Região, seria através da “criação da Polícia Metropolitana (Funchal – Santa Cruz – Câmara de Lobos) para reforçar, em articulação com a PSP e GNR, o policiamento de proximidade, para defesa das nossas comunidades. A Polícia Metropolitana, terá autoridade administrativa, e terá como funções a de vigilância e de fiscalização, e também com efeito de dissuasão criminal”.
O porta-voz do PAN, Joaquim Sousa, acrescentou que com a criação da Polícia Metropolitana, estes municípios e o Governo Regional “iriam dar novamente às pessoas a segurança que estas precisam”.
O grupo de trabalho do PAN para as questões da cidadania reuniu-se, na passada segunda-feira, com habitantes de diferentes bairros do Funchal, Santa Cruz e Câmara de Lobos com o objetivo de melhor compreender a sensação de insegurança que se vive em diferentes espaços habitacionais da região.
“E a primeira conclusão é que as pessoas têm medo, que lhe aconteça alguma coisa ou que os filhos sejam assaltados ou iniciados no consumo de drogas”, acrescentou o partido.
A força partidária referiu que esta falta de segurança neste municípios, de acordo com os cidadãos, deve-se a fatores como: “a grave crise social que o Governo Regional vai escondendo “perto das casas deles e nas zonas dos hotéis não se vê esta miséria”; ao problema provocado pelas “novas” substâncias/drogas, tendo os presentes demonstrado a sua incredibilidade por ser exatamente “a Madeira a região do país onde mais se produz e consome Bloom”, dados que o Governo Regional prefere ignorar “o Albuquerque cá não quer ver os filhos metidos na droga”.
Outro motivo que explica essa falta de segurança, de acordo com cidadãos auscultados, acrescentou o PAN, é devido “à perda do número de efetivos da PSP e da GNR que ano após ano se verifica, perdendo assim estes corpos policiais a robustez para manter a segurança dos cidadãos madeirenses “tantas vezes chamamos a polícia e eles demoram horas a chegar”.
O PAN salientou que os cidadãos referiram também que se nota, por parte do executivo madeirense, “uma enorme falta de capacidade” de resolução de problemas.
“Durante muitos anos a defesa da autonomia foi a pedra de toque da governação, atualmente o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, faz lembrar o regedor que fala muito, mas faz pouco, deixando os habitantes do arquipélago abandonados à sua sorte”, referiu o partido.
Joaquim Sousa considerou “ensurdecedor” o silêncio do Governo Regional e dos municípios “perante a inobservância da República no que às condições das forças de segurança dizem respeito, atingiu proporções completamente desalinhadas para a urgência deste problema que nos afeta a todos”.
A força partidária considerou urgente a valorização dos profissionais da PSP e GNR. O PAN defende que esta valorização deve acontecer de “forma rápida”.
O partido considerou que a segurança é um dos quatro pilares fundamentais que dão um “reforço autonómico” à Madeira, a par do Mar, da Independência Energética e da Soberania Alimentar.
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