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Investimento imobiliário caiu 10% para 234 milhões de euros no primeiro trimestre

Esta descida foi ainda mais expressiva face ao período pré-pandemia, com uma quebra de 54% em comparação com 2019 e de 74% em relação a 2018.
Margarida Grossinho
9 Maio 2023, 11h06

O investimento em imobiliário registou uma quebra de 10% para os 234 milhões de euros no primeiro trimestre de 2023, face ao período homólogo do ano anterior, de acordo com os dados apresentados pela consultora Savills esta terça-feira, 9 de maio.

Esta descida foi ainda mais expressiva face ao período pré-pandemia, com uma quebra de 54% em comparação com 2019 e de 74% em relação a 2018.

No período em análise foram realizadas 14 operações com o segmento de retail a ocupar a liderança da tabela com a venda pelo TREI real Estate à LCN Capital Partners, por 150 milhões de euros, do Portfolio Amália, constituído por 49 supermercados.

No final do primeiro trimestre, o mercado de escritórios de Lisboa contabilizou um volume de absorção total de aproximadamente 20 mil m2, revelando uma descida acentuada de 69% face ao período homólogo do ano 2022.

Em comparação com a média dos primeiros trimestres dos últimos cinco anos, o resultado ficou igualmente 55% abaixo da média cifrada nos 43.900 m2.

Para este ano está prevista a conclusão de aproximadamente 73.500 m2, já totalmente destinados a ocupação própria e pré-arrendamento, números bem demonstrativos da dinâmica do mercado português. Dos 265 mil m2 previstos concluir entre 2023 e 2025, 55% estão já pré-arrendados ou destinados a ocupação própria, colocando maior pressão sobre a oferta disponível e que permanece escassa face à procura.

Já o mercado de escritórios do Porto somou um volume de absorção total de 7.689 m2, um resultado 32% superior quando comparado com o mesmo período do ano 2022 e apenas 5% abaixo da média dos primeiros trimestres dos últimos quatro anos.

No período em análise, o volume total de absorção do mercado Industrial & Logístico em Portugal ultrapassou ligeiramente os 200 mil m2, o que representa uma subida de 159% comparativamente ao mesmo período de 2022 e um aumento muito expressivo de 284% em relação ao período homólogo de 2021.

A região da Grande Lisboa teve um peso de 52% no volume total de take-up, seguida da região centro com 25%. No mercado da Grande Lisboa, o primeiro trimestre registou um take-up perto dos 112 mil m2, o que representou uma subida de 79% comparativamente ao período homólogo de 2022.

No mercado residencial, durante o primeiro trimestre de 2023, foram vendidas 35.529 propriedades residenciais em Portugal, um número que reflete uma diminuição próxima dos 16% em comparação com o mesmo período em 2022 onde foram transacionadas 41.310 casas.

A cidade de Lisboa fechou o primeiro trimestre do ano com um preço médio, no mercado com um aumento de 25% para 8.696 euros/m² para imóveis novos e de 5.932 euros/m² para os usados.

No sector do turismo, Portugal está prestes a superar os números de turismo pré-pandemia, sendo que até fevereiro de 2023 o país contabilizou 7,5 milhões de dormidas. O mesmo período de 2019 registou um total de 6,4 milhões de dormidas, um dado que se traduz numa diferença superior a 15%.

Em relação ao número de hóspedes contabilizado até ao final de fevereiro, registaram-se 3,1 milhões de turistas contra 2,7 milhões no mesmo período de 2019 e 2,1 milhões em 2021. Os cidadãos espanhóis (240.201), britânicos (188.998) e franceses (152.888) constituem o top 3 das nacionalidades que visitaram Portugal durante os dois primeiros meses do ano.

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