Os combates entre Israel e grupos militantes estacionados na Faixa de Gaza – principalmente a Jihad Islâmica e desta vez não o Hamas, acredita o governo de Israel – entraram no terceiro dia, apesar dos esforços para conseguir um cessar-fogo mediado pelo Egipto e de um apelo generalizado da comunidade internacional ao fim da violência. Um membro da administração israelita citado pela emissora pública Kan disse que o Egitpo “está a fazer tudo o que pode para estabilizar a situação”, acrescentando que o presidente Abdel-Fatah el-Sissi e o chefe de inteligência, Abbas Kamel, estão pessoalmente envolvidos.
Até agora, a violência já deixou 25 mortos em Gaza, incluindo pelo menos dez civis, e 76 feridos, segundo as agências internacionais.
As negociações para um cessar- que começaram na passada quarta-feira mas, segundo as mesmas fontes, parecem ter parado. Muhammad al-Hindi, um oficial da Jihad Islâmica, disse que os grupos radicais palestinianos que vivem em Gaza parariam de disparar rolets sobre o território israelita se recebessem um compromisso de Israel de que acabaria com as operações de assassinato direcionado. Mas o governo israelita – que tem o apoio dos maiores partidos da oposição – tem recusado esse compromisso, aparentando estar mais interessado em levar por diante a inoperacionalização desses grupos.
Às primeiras horas desta quinta-feira, um ataque aéreo das Forças de Defesa de Israel (IDF) em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, visando um prédio residencial, matou outro alto membro da Jihad Islâmica, Ali Hassan Muhammad Ghali. Os 2,3 milhões de palestinianos que vivem na Faixa de Gaza e os israelitas no sul do país, os primeiros alvos dos rokets, temem uma escalada ampla da violência. Os mais de 500 mísseis disparados de Gaza em direção a Israel, não tendo para já causado mortes, paralisaram a vida dos habitantes do sul
Mais de 125 palestinos e pelo menos 19 israelenses e estrangeiros foram mortos em 2023 até agora em Israel, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
Entretanto, os ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha, Jordânia e Egipto pediram o fim da violência entre Israel e os terroristas de Gaza. “O derramamento de sangue deve terminar já”, disse a ministra da Alemanha, Annalena Baerbock, após um encontro com os seus homólogos.
Por seu lado, o ministro jordano, Ayman Safadi, disse que “os acontecimentos negativos devem terminar”. Desde há várias semanas que se têm verificado violentos recontros entre as forças de segurança de Israel e o grupo Jihad Islâmica, que atua fundamentalmente na Faixa de Gaza. Tudo começou (ou recomeçou) com a visita do ministro da Segurança Nacional, o extremista Itamar Ben Gviv, à Mesquita de al-Aqsa.
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