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Costa Silva quer desenvolver o ‘triângulo’ do Atlântico Sul

Portugal Angola e Brasil podem desenvolver uma integração virtuosa na frente económica que torne os três países líderes numa região que é cada vez mais uma alternativa global. Até porque a guerra na Europa não dá mostras de abrandamento.
Cristina Bernardo
17 Maio 2023, 11h05

“O triângulo Portugal, Angola, Brasil pode ser líder do Atlântico Sul” no que tem a ver com a dinamização de uma área geográfica imprescindível para o aprofundamento da globalização e, por essa via, do comércio internacional, disse o ministro da Economia, António Costa Silva, no Fórum Económico Portugal-Angola 2023, que tem lugar esta quarta-feira no Porto.

Tendo nascido em Angola, Costa Silva disse estar convencido que aquele vértice do triângulo desempenhará uma função essencial no alargamento desta ‘triambulação’ virtuosa – tanto mais importante quanto a guerra na Europa implica o aumento da importância de polos regionais. E apelou a que os empresários portugueses se aproximem do mercado angolano. Costa Silva chamou a atenção para o interesse da agropecuária e da metalomecânica em particular, mas adiantou que qualquer sector da economia tem basto campo de desenvolvimento naquele país africano. Em duas vertentes: no mercado interno angolano ou, através de Angola, para os mercados dos países limítrofes.

O tema do fórum é ‘Construímos relações sólidas’ e, tendo abrangência internacional, pretende levar ao debate e análise o desempenho e perspetivas sobre o futuro da economia angolana, “com objetivo de tornar as relações com Portugal, do ponto de vista empresarial, mais operacionais e profundas”, refere a organização.

Angola tem vindo a fazer um esforço na diversificação da sua economia e Portugal pode ter um papel fundamental nesta mudança de paradigma, sobretudo nas pequenas e médias empresas. “Nesse sentido este Fórum servirá, também, para abordar e explorar as várias oportunidades sectoriais existentes e os instrumentos financeiros de apoio ao investimento disponível”.

O evento vai permitir também que sejam analisadas as várias áreas de interesse que envolvem a economia entre os dois países, no que diz respeito à produção de bens e serviços, nomeadamente a agricultura, indústria transformadora, pescas e turismo.

Nesta 1.ª edição do Fórum Económico Portugal-Angola estão presentes representantes do governo angolano e de Portugal, nomeadamente o ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, o ministro da Economia e Planeamento, Mário Caetano João, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, João Manuel Bartolomeu da Cunha, e o secretário de Estado para as Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos.

O fórum conta com três painéis de debate, onde se irá abordar o ‘Desempenho e Perspetivas sobre a Economia Angolana’, ‘Programa de Desenvolvimento e Oportunidades Sectoriais’, e ‘Instrumentos Financeiros de Apoio ao Investimento’.


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