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Medicamentos de venda livre são até 14% mais caros nas farmácias

A conclusão surge num estudo realizado pela Deco Proteste, que analisou o preço de um cabaz de 26 medicamentos não sujeitos a receita médica em diferentes estabelecimentos portugueses – farmácias, espaços de saúde das grandes superfícies e parafarmácias.
15 Junho 2023, 11h34

O preço dos medicamentos de venda livre é mais alto nas farmácias, com uma diferença que pode chegar aos 14% face ao valor praticado noutros espaços de venda, apurou a Deco Proteste, alertando, ainda, que o mesmo fármaco pode ter uma “variação de preço considerável de distrito para distrito”.

A conclusão surge num estudo realizado pela associação de defesa do consumidor, que analisou o preço de um cabaz de 26 medicamentos não sujeitos a receita médica em diferentes estabelecimentos portugueses – farmácias, espaços de saúde das grandes superfícies e parafarmácias.

Susana Santos, coordenadora da área da saúde da associação de defesa do consumidor, explica, citada em comunicado, que a “diferença de preços entre as grandes superfícies e as farmácias tem sido constante ao longo dos anos”.

“Foi exatamente o que aconteceu entre 2018 e 2023: a percentagem situa-se nos 14%, entre os preços praticados nas farmácias e os que as parafarmácias nas grandes superfícies apresentam”, alerta, ressalvando que “existem exceções à regra” e que “nem todas as parafarmácias responderam ao inquérito que serve de base ao teste”.

A Deco Proteste apresenta o Ben-u-ron, Daflon, Voltaren como exemplos, dado que integram a lista de medicamentos mais vendidos em Portugal: o Ben-u-ron (500 mg): custava 2,52 euros em média num hipermercado e, 2,79 euros, em média, na farmácia; o Daflon (1000 mg) apresentava um preço de 18,84 euros em média num hipermercado e 21,36 euros, em média, na farmácia; por sua vez, o Voltaren Emulgelex Gel (20 mg/g), embalagem de 180g, custava 21,35 euros, em média, nas parafarmácias e, mais dois euros na farmácia.

Por distrito, em Castelo Branco e Guarda, o cabaz de medicamentos analisado custa em média 210 euros, enquanto em Beja a média chega aos 252 euros. Quanto à média para Portugal Continental, estes 26 medicamentos terão um custo estimado de 237 euros, segundo a Deco Prosteste.

Recorda a Deco que, segundo o Infarmed, as farmácias garantem 78% do mercado em volume de vendas destes medicamentos.

O mesmo comunicado salienta que, “na esmagadora maioria dos casos, o consumidor poupa mais se optar por comprar nos espaços de saúde dos hipermercados ou supermercados – aqui, os 26 medicamentos analisados custam no total cerca de 218 euros, em contraponto com as parafarmácias de rua (232 euros), e com as farmácias e farmácias online (245 euros e 252 euros, respetivamente).

“O inquérito comparou os preços deste ano com os de 13 produtos analisados em 2018 e, em média, todos os medicamentos estão mais caros. Por exemplo, o Trifene 200, 20 comprimidos, que está 89% mais caro em 2023 por comparação com 2018. No atual momento de estrangulamento financeiro, estas variações de preço podem ser decisivas para que um consumidor possa ou não comprar medicação”, conclui.

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