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“Efeito Dominó”. Elon Musk culpa Facebook pela invasão ao Capitólio

Musk, ao contrário de outros líderes empresariais, não condenou diretamente os manifestantes pelos incidentes no Capitólio, esta quarta-feira, em Washington.
7 Janeiro 2021, 15h56

O empresário dono da Tesla e SpaceX, Elon Musk, culpou a criação do Facebook pela violência no Capitólio dos Estados Unidos através de um tweet postado na noite de quarta-feira, dia 7 de janeiro. Na publicação, Elon Musk utilizou uma imagem para fazer uma analogia relativa ao Facebook, dando a entender que a rede social é uma das culpadas pelos que ocorreram no Capitólio, segundo o “Business Insider”.

Depois dos incidentes no Capitólio, Musk partilhou um “meme” vinculando os distúrbios ao Facebook. A imagem mostrava tábuas alinhadas como dominós. A tábua mais pequena na imagem, o dominó que causa a queda dos outros, foi rotulada como “um site para avaliar as mulheres no campus”, em referência à criação do Facebook por alunos da Universidade de Harvard.

Na tábua maior havia uma publicação de Mark Leibovich, principal correspondente nacional do “New York Times Magazine”, onde se podia ler: “O Capitólio parece estar sob o controlo de um homem com chapéu de viking”. O comentário de Leibovich referia-se a Jake Angeli, um conhecido influenciador da teoria da conspiração ‘QAnon’ apelidado de “Q Shaman”, cuja foto foi amplamente partilhada enquanto o próprio invadia o Capitólio com um capacete de pele com chifres semelhantes aos utilizados pelos vikings.

As plataformas de redes sociais têm sido cada vez mais criticadas nos últimos meses por permitir a disseminação de desinformações, incluindo de Trump. Não é a primeira vez que Musk critica abertamente o Facebook. Em fevereiro de 2020, pediu às pessoas que excluíssem as suas contas do Facebook, chamando a plataforma de “chata”, e em maio twittou “O Facebook é uma m…” durante um confronto com o líder de inteligência artificial da gigante da rede social.

Musk, ao contrário de outros líderes empresariais, não condenou diretamente os manifestantes. O CEO do Google, Sundar Pichai, chamou o incidente como uma “antítese da democracia” através de um memorando interno consultado pelo “Business Insider”, e o CEO da Apple, Tim Cook, disse que “os responsáveis ​​por esta insurreição devem ser responsabilizados”.


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