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Banco Central da Turquia sobe taxa de referência para 15% no primeiro aumento em 27 meses

Para atingir um objetivo de inflação a médio prazo de 5%, o banco aumentará as taxas “conforme necessário, de forma gradual e atempada, até que seja alcançada uma melhoria significativa da inflação”, refere o comunicado.
Turquia
22 Junho 2023, 13h08

O Banco Central turco subiu hoje as taxas de juros para 15%, mais 6,5 pontos percentuais que o valor em vigor desde fevereiro último, no primeiro aumento do preço do dinheiro em 27 meses.

É o primeiro gesto do novo governador da instituição, Hafize Gaye Erkan, nomeado este mês, para controlar a inflação, atualmente próxima de 40%, e marca uma viragem nas políticas ditadas até agora pelo Presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, reeleito em maio passado.

“O comité monetário decidiu aumentar as taxas de juro (com uma semana de antecedência) de 8,5% para 15%”, refere um comunicado do Banco, indicando que se seguirão novos aumentos.

Para atingir um objetivo de inflação a médio prazo de 5%, o banco aumentará as taxas “conforme necessário, de forma gradual e atempada, até que seja alcançada uma melhoria significativa da inflação”, refere o comunicado.

“O comité decidiu iniciar o processo de contenção monetária a fim de estabelecer uma trajetória deflacionista o mais rapidamente possível, ancorar as expectativas de inflação e controlar a deterioração do comportamento dos preços”, refere o comunicado.

A subida deverá também estabilizar a lira, que perdeu 60% do seu valor em dois anos, tendo registado uma nova descida de 15% na primeira semana deste mês.

No entanto, nos primeiros momentos após o anúncio da decisão, a lira desceu.

O comunicado da instituição sublinha que a inflação em todo o mundo continua acima da média habitual e que todos os bancos centrais estão a tomar medidas para a controlar.

“No nosso país, os indicadores recentes apontam para um aumento das tendências da inflação subjacente. Os principais fatores são a forte procura do mercado interno, as pressões sobre os custos e a rigidez da inflação dos serviços. Além disso, o comité espera que a deterioração do sentimento dos preços acrescente mais pressão sobre a inflação”, analisa o banco.

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