O Banco Central da República da Argentina (BCRA) decidiu esta quinta-feira voltar a aumentar a sua taxa de juro de referência de 45% para 60%, em resposta à “atual conjuntura cambial”, marcada pela depreciação do peso.
Em comunicado, o comité de política monetária do BCRA explicou que a medida foi adotada por unanimidade “perante o risco de um maior impacto na inflação”.
Esta subida dos juros foi decidida apenas 17 dias depois do último aumento de 40% para 45%, que já tinha sido antecedido por outras medidas.
O comité compromete-se a manter os juros nos níveis atuais até dezembro.
O acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciado na quarta-feira pelo presidente da Argentina, Mauricio Macri, para um adiantamento de fundos do empréstimo concedido em junho não contribuiu para tranquilizar os mercados.
O peso argentino perdeu 7% na quarta-feira e hoje perdia 12%, elevando a mais de 50% a depreciação da moeda face ao dólar desde o início do ano.
Em junho foi alcançado um acordo para o FMI conceder um empréstimo de 50 mil milhões de dólares à Argentina.
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