A forma como a tecnologia vai ser utilizada no negócio imobiliário é a grande questão que preocupa os responsáveis do sector e que esteve no centro do debate no tema “Domínio Relacional versus Tecnologia no Imobiliário”, durante a conferência da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) que decorre no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, esta terça-feira, 4 de julho.
“Um dos nossos pilares de negócio hoje em dia é a tecnologia. Mas a quem serve a evolução tecnológica Continuamos a assinar os contratos em papel, o que parece que não faz sentido nenhum nos dias de hoje. A evolução tecnológica tem a marcado a nossa vida em geral”, referiu Alfredo Valente, CEO da iad Portugal.
Por sua vez, Ricardo Sousa, CEO da CENTURY21 Portugal, considerou que a tecnologia tem sido uma peça fundamental no projeto da mediadora em Portugal, que “hoje em dia está a transformar aquilo que é o nosso negócio. A tecnologia está a dar-nos dados mais transparentes e mais segurança aos nossos clientes”.
Para o CEO, a tecnologia não é a ferramenta, nem o sistema, mas sim como os agentes imobiliários vão fazer o seu negócio.
“A tecnologia é um potenciador que tem de ser criado com o cliente e não o contrário. Hoje a tecnologia o que tem de definitivo é melhorar essa relação. A tecnologia não irá substituir ninguém nesta cadeia de valores, pelo contrário. As lojas não vão deixar de existir, a loja de bairro não vai desaparecer, mas sim ser um centro de atendimento ao cliente”, afirmou.
Já Nuno Ascensão, Regional Owner da KW Portugal, salientou que a tecnologia traz ameaças e “temos de estar alerta para elas. A tecnologia vai vencer, agora quem vai servir é a pergunta. Quem vai mandar no imobiliário não somos nós é o cliente e quando o cliente for melhor servido pela tecnologia do que por nós… isso não está assim tão longe”.
Para o consultor, este é o dilema da mediação imobiliária. “Em quem confia o cliente? Acreditamos que o cliente tem de confiar no consultor e não num portal imobiliário”, sublinhou.
Por sua vez, Patrícia Barão, Head of Residential JLL destacou que a tecnologia faz parte e vai continuar a ser um grande motor do sector imobiliário.
“A forma em como a usamos é que vai permitir saber em como podemos dar um boost no nosso negócio. Já não se fazem transações imobiliárias como há 20 anos. O mercado de luxo é o mais sensível a alguns temas tecnológicos, porque algumas casas deste sector já correspondem a padrões de sustentabilidade e segurança, onde a tecnologia está presente.
A responsável da consultora destacou que a tecnologia em si não vai oferecer perigos. “Vamos é ter de estar preparados para aprender a usá-la. O negócio imobiliário vai ser sempre um negócio de pessoas. Vai ter sempre de existir uma cara que vai aconselhar o comprador da melhor forma”, referiu.
Tagus Park – Edifício Tecnologia 4.1
Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, nº 71 a 74
2740-122 – Porto Salvo, Portugal
online@medianove.com