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Medina acima da meta da dívida. Pagamento de Obrigação de Sócrates pode levar a falhar objetivo

A dívida contraída por Sócrates e Teixeira dos Santos, a dias do colapso do BPN e que levaram à bancarrota, está avaliada em 9,4 mil milhões de euros. A Obrigação do Tesouro tem uma maturidade de 15 anos e expira agora em outubro.
5 Julho 2023, 08h02

O Ministério das Finanças definiu que o rádio da dívida pública no final do ano deverá ser de 107,5% do Produto Interno Bruto mas novos dados do Banco de Portugal indicam que a meta não será cumprida. De acordo com o “Diário de Notícias”, um dos eventos que está a comprometer a meta é o reembolso de uma Obrigação do Tesouro emitida pelo governo de José Sócrates, em 2008.

A Obrigação vence em outubro próximo, estando avaliada em 9,4 mil milhões de euros, com uma taxa de juro de cupão de 4,95%. O diário lembra que a dívida com 15 anos de maturidade foi contraída a dias do colapso da nacionalização do BPN e do início dos problemas na banca, que se alastraram às contas públicas, e culminaram na bancarrota em 2011.

O atual ministro das Finanças tem de saldar esta dívida junto dos grandes credores nacionais e internacionais.

Além deste pagamento, Medina tem ainda  de pagar 1,5 mil milhões de euros ao Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira este ano, faltando ainda saldar uma dívida superior a 20 mil milhões a este fundo de resgate.

Mas o jornal lembra que Medina tem a possibilidade de usar os depósitos do Estado, dando alguma tranquilidade nas contas. O objetivo das Finanças é ir buscar 300 milhões de euros à almofada de segurança e reduzir a dívida portuguesa.

No fim de maio, a dívida pública estaria em 108,9% do PIB, mantendo-se estável nos 280 mil milhões, um valor inferior ao ano passado e ao primeiro trimestre mas acima dos objetivos estabelecidos pelas Finanças.

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