[weglot_switcher]

Turismo: dormidas disparam 10% e Área Metropolitana de Lisboa atinge máximo no rendimento por quarto

No turismo os proveitos totais atingiram os 571,7 milhões de euros, mais 25,2%, e os proveitos de aposento ficaram em 436,8 milhões de euros de proveitos de aposento, mais 29,1%.
14 Julho 2023, 11h12

As dormidas tiveram um crescimento de 10%, em maio, para 7,1 milhões, enquanto que os hóspedes dispararam 12,1%, para os 2,8 milhões, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A Área Metropolitana de Lisboa atingiu um máximo histórico em termos de rendimento médio por quarto, diz o mesmo organismo.

Em maio, os proveitos totais atingiram os 571,7 milhões de euros, mais 25,2%, e os proveitos de aposento ficaram em 436,8 milhões de euros de proveitos de aposento, mais 29,1%.

Face a 2019, os proveitos totais subiram 40,1% e os proveitos de aposento aumentaram 44,4%.

“Em maio, a Área Metropolitana de Lisboa concentrou 34,9% dos proveitos totais e 37,3% dos relativos a aposento, seguindo-se o Algarve (24,6% e 22,3%), o Norte (16,4% e 17,1%, pela mesma ordem) e a Região Autónoma da Madeira (10,2% e 9,6%”, diz o INE.

O mesmo organismo sublinha que os maiores crescimentos ocorreram na “Área Metropolitana Lisboa (+34,0% nos proveitos totais e +39,0% nos de aposento), na Região Autónoma dos Açores (+32,4% e +35,4%) e no Norte (+29,1% e +32,5%)”.

Comparado com maio de 2019, os dados do INE destacam os crescimentos ocorridos na Região Autónoma dos Açores (+54,8% nos proveitos totais e +54,3% nos de aposento), na Região Autónoma da Madeira (+50,9% e +63,7%), no Norte (+49,1% e +52,9%) e no Alentejo (+47,8% e +54,6%).

“Nos primeiros cinco meses de 2023, a Região Autónoma da Madeira (+53,0% nos proveitos totais e +63,7% nos de aposento), a Região Autónoma dos Açores (+52,1% e 52,2%) e o Alentejo (+51,0% e +58,3%) registaram os
maiores crescimentos nos proveitos, face a igual período de 2019″, salienta o INE.

Por segmentos de alojamento a hotelaria teve um aumento de 24,1% e 28,0% nos proveitos totais e de alojamento (com quota total de 87,2% e 85,5% do total arrecadado). “Face a maio de 2019, registaram-se crescimentos de 37,5% e 42,0%”, acrescenta o INE.

“Nos estabelecimentos de alojamento local (quotas de 9,3% e 11,0%) registaram-se aumentos de 38,3% nos proveitos totais e 40,3% nos proveitos de aposento. Comparando com maio de 2019, os aumentos foram 49,2% e 50,9%, respetivamente. No turismo no espaço rural e de habitação (representatividade de 3,5%), os aumentos foram 23,7%
e 24,5%. Face a maio de 2019, os aumentos foram mais expressivos, +102,8% e +100,6%”, diz o INE.

Rendimento por quarto aumenta

“O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 69,8 euros e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 112,7 euros (+23,7% e +17,6%). Em relação a maio de 2019, registaram-se aumentos de 33,3% e 28,4%”, diz o INE.

O valor mais elevado foi na Área Metropolitana de Lisboa (118,8 euros), que corresponde a um máximo histórico. Seguiu-se a Região Autónoma da Madeira (78,5 euros).

“Os maiores crescimentos ocorreram na Área Metropolitana de Lisboa e na Região Autónoma dos Açores (+32,3% e +28,5%)”, diz o INE.

Por segmento de alojamento verificou-se uma subida de 24,6% na hotelaria, e uma crescimento de 28,2% e de 12,1% no alojamento local e no turismo no espaço rural e de habitação.

Dormidas apresentam crescimento

Relativamente a dormidas o INE refere que o município de Lisboa concentrou 20,1% do total de dormidas em maio de 2023 (11,2% do total de dormidas de residentes e 23,1% de não residentes), atingindo 1,4 milhões de dormidas. E que comparado com maio de 2019, as dormidas aumentaram 8,2% (+1,9% nos residentes e +9,3% nos não residentes).

“Albufeira manteve-se na segunda posição entre os municípios com maior representatividade no total de dormidas
neste mês (peso de 11,1%; 794,8 mil dormidas), apesar de continuar a registar uma redução das dormidas face
a 2019 (-5,6% no total; -15,8% nos residentes e -4,0% nos não residentes). No Porto, registaram-se 570,2 mil dormidas (8,0% do total), que se traduziram num acréscimo de 28,1% face a maio de 2019 (+19,0% nos residentes e +29,7% nos não residentes). No Funchal registaram-se 540,8 mil dormidas (quota de 7,6%), tendo aumentado 20,2% (+39,4% nos residentes e +17,7% nos não residentes)”, salienta o INE.

Nos primeiros cinco meses de 2023 as dormidas subiram 23,9%, com as dormidas de residentes a aumentarem 12,7%, e as de não residentes a terem um acréscimo de 29,3%.

“No conjunto dos primeiros cinco meses de 2023, face a igual período de 2019 e entre os principais municípios,
Albufeira destacou-se com um decréscimo de 7,9% nas dormidas (-11,2% nos residentes e -7,3% nos não
residentes). Lisboa registou um aumento de 10,0% (+4,3% nos residentes e +11,1% nos não residentes), o Porto
cresceu 30,4% (+17,4% nos residentes e +33,5% nos não residentes) e o Funchal registou um acréscimo de
21,2% (+88,7% nos residentes e +13,9% nos não residentes)”, explica o INE.

“Considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), no conjunto dos primeiros cinco meses de 2023, registaram-se 11,4 milhões de hóspedes e 28,6 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 25,7% e 23,9%. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas aumentaram 13,4% (+16,3% nos residentes e +12,1% nos não residentes)”, acrescentou o INE.

Já nos primeiros cinco meses de 2023, os estabelecimentos de alojamento turístico registaram 10,7
milhões de hóspedes (+25,7%) e 26,6 milhões de dormidas (+23,9%).

“As dormidas de residentes aumentaram 12,7% e as de não residentes cresceram 29,3%. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas aumentaram 12,8% (+17,4% nos residentes e +10,9% nos não residentes). A estada média (2,47 noites) diminuiu 1,4% face ao mesmo período de 2022”, dizem os dados do INE.

Quanto aos parques de campismo tiveram 576,0 mil hóspedes e 1,8 milhões dormidas, mais 23,6% e 21,7%. “As dormidas de residentes aumentaram 13,0% e as de não residentes cresceram 28,6%. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas aumentaram 24,2% (+10,7% nos residentes e +35,8% nos não residentes). A estada média (3,12 noites) diminuiu 1,5% face ao mesmo período de 2022”, refere o INE.

Até maio as colónias de férias e pousadas da juventude contabilizaram 118,5 mil hóspedes (+34,3%), resultando em 245,2 mil dormidas (+38,2%).

“As dormidas de residentes aumentaram 24,9% e as de não residentes cresceram 65,3%. Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas aumentaram 7,5% (-6,4% nos residentes e +39,8% nos não residentes). A estada média (2,07 noites) aumentou 2,9% face ao mesmo período de 2022”, diz o INE.

Atualizado às 13h02

RELACIONADO

Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.